Empresas testam agentes de IA no trabalho; veja o que fazem

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Empresas testam agentes de IA no trabalho; veja o que fazem

Empresas já colocam agentes de IA no trabalho para assumir tarefas do dia a dia e até apoiar descobertas científicas. Esse movimento, que ganha espaço no Brasil e no exterior, marca uma nova etapa da automação corporativa. Diferentemente dos assistentes que esperam uma pergunta ou um comando, os agentes de IA recebem uma tarefa e seguem as etapas necessárias para executá-la, dentro dos acessos e limites definidos pela empresa. A mudança promete transformar rotinas em setores como tecnologia, habitação e farmacêutico.

Agentes assumem tarefas operacionais na Tecban

Na Tecban, empresa responsável pelo Banco24Horas, os agentes de IA já se espalham por diferentes áreas. Em maio de 2026, a companhia contabilizava cerca de 80 agentes e 98 casos de uso registrados. Um deles atua no gerenciamento de incidentes de tecnologia, reunindo informações para ajudar as equipes a identificar a origem de falhas. Há também agentes para consulta de documentos internos e outras tarefas que antes exigiam buscas e etapas manuais.

Os dados foram divulgados pela Microsoft em maio de 2026. Segundo a empresa de tecnologia, as soluções já haviam somado mais de 12,6 mil horas de assistência aos funcionários da Tecban. Esse volume reflete a integração dos agentes em atividades cotidianas, reduzindo o tempo gasto com processos repetitivos. A expectativa é que a adoção continue crescendo, com impacto direto na eficiência operacional.

E a estratégia é continuar com a expansão. Marcio Mazza, diretor de Tecnologia e Digital da Tecban, disse à Microsoft que os planos da empresa incluem “pelo menos um agente por equipe, ampliando o acesso à inteligência artificial de forma estruturada e segura”. A declaração sinaliza um compromisso com a escala, mantendo a segurança como prioridade. Para empresas do interior paulista, como as de Araçatuba e região, o exemplo da Tecban mostra como a IA pode ser aplicada em operações de grande porte sem perder o controle.

Agente Alice trabalha lado a lado com equipe

Alice marca reuniões, acompanha pendências, redige contratos e até escreve código. Mas não aparece na folha de pagamento da Pronto Housing. Ela é um dos agentes de IA que a empresa americana de tecnologia para o setor habitacional incorporou à rotina. Quem contou a experiência à Wired foi Christine Wendell, CEO da companhia. Na Pronto, a ideia não é simplesmente entregar uma tarefa isolada à IA quando surge uma necessidade.

Os agentes já trabalham ao lado da equipe e assumem parte das atividades operacionais do dia a dia. Isso não significa que tenham autonomia para tudo. Decisões e revisões continuam com os funcionários, enquanto os agentes ficam com trabalhos definidos previamente. Esse modelo híbrido pode servir de referência para pequenas e médias empresas brasileiras, que buscam otimizar processos sem abrir mão da supervisão humana. A experiência da Pronto Housing demonstra que a IA pode ser uma aliada na gestão de tarefas administrativas, liberando tempo para atividades estratégicas.

Johnson & Johnson usa IA para descoberta científica

Já a Johnson & Johnson está levando os agentes de IA no trabalho para um terreno bem mais complexo: a descoberta de novos medicamentos. Em um dos testes, esses sistemas analisam variáveis envolvidas na síntese química para identificar o melhor momento de trocar solventes. É uma etapa que normalmente exige sucessivas análises dos pesquisadores até que se encontrem as condições adequadas. A aplicação mostra o potencial da IA para acelerar pesquisas que demandariam meses de trabalho manual.

Embora o caso seja do setor farmacêutico, o princípio se aplica a qualquer área que dependa de experimentação e análise de dados. Para o agronegócio e a indústria do noroeste paulista, por exemplo, agentes de IA poderiam apoiar a otimização de processos produtivos ou a análise de variáveis em culturas. A fonte não detalhou os resultados quantitativos do teste da Johnson & Johnson, mas o uso em pesquisa científica indica um caminho promissor para a inovação empresarial.

O que isso significa para empresas locais

A adoção de agentes de IA no trabalho não é exclusividade de grandes corporações. A tendência é que a tecnologia se torne acessível a negócios de todos os portes, inclusive no comércio e na indústria do interior de São Paulo. Ferramentas de IA podem automatizar atendimento, gestão de estoque, análise de documentos e outras rotinas administrativas. Para empresários de Araçatuba, Birigui, Penápolis e região, o desafio é identificar quais processos podem ser delegados a agentes sem comprometer a qualidade ou a segurança.

Especialistas recomendam começar por tarefas repetitivas e bem definidas, como consulta a bases de dados ou geração de relatórios. A experiência da Tecban, com agentes para incidentes de tecnologia, mostra que até áreas críticas podem se beneficiar. No entanto, é fundamental estabelecer limites claros de acesso e revisão humana, como faz a Pronto Housing. A fonte não detalhou custos de implementação, mas a escalabilidade da tecnologia sugere que o investimento pode trazer retorno em produtividade.

Para o comércio local, a IA pode ser uma aliada na análise de vendas, no atendimento ao cliente e na gestão de fornecedores. Ainda que os casos citados sejam de grandes empresas, a tendência é de democratização das ferramentas. Cabe aos empresários acompanhar as novidades e avaliar como os agentes de IA podem se encaixar em suas operações, sempre com foco em resultados concretos e segurança.

Perguntas Frequentes

Quais empresas já estão usando agentes de IA no trabalho e o que eles fazem?

A Tecban (Banco24Horas) usa cerca de 80 agentes para gerenciamento de incidentes de TI e consulta de documentos internos; a Pronto Housing tem a agente Alice, que marca reuniões, redige contratos e escreve código; e a Johnson & Johnson testa agentes para descoberta de medicamentos, analisando variáveis de síntese química.

Quantas horas de assistência os agentes de IA já proporcionaram aos funcionários da Tecban?

Segundo a Microsoft, as soluções de agentes de IA somaram mais de 12,6 mil horas de assistência aos funcionários da Tecban até maio de 2026.

Os agentes de IA têm autonomia total nas empresas?

Não, decisões e revisões continuam com os funcionários; os agentes executam tarefas previamente definidas dentro dos acessos e limites estabelecidos pela empresa, como no caso da Pronto Housing.

Fonte

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