IA em empresas brasileiras: falta profissional qualificado

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IA empresas brasileiras: falta profissional qualificado

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas constatou que quase metade das empresas brasileiras já adotou a inteligência artificial. Elas, agora, enfrentam um desafio: encontrar profissionais preparados para usar as novas tecnologias. A pesquisa ouviu 3 mil empresas em todo o país e revelou um cenário de expansão acelerada da IA no ambiente corporativo, mas com um gargalo evidente na capacitação de mão de obra.

Crescimento da adoção de IA nas empresas

Os números mostram uma evolução consistente. Em 2025, 28,7% das empresas usavam a ferramenta. No ano seguinte, 2026, o percentual saltou para 45%. Os dados mais recentes indicam que 52% das companhias já incorporaram a inteligência artificial em suas operações. Além disso, a percepção de ganho de produtividade também cresceu: no ano passado, 52% dos entrevistados afirmaram que a IA aumentava a produtividade; agora, esse índice chega a 64%.

Esse avanço não se restringe a setores de tecnologia de ponta. Em Juiz de Fora, Minas Gerais, uma empresa farmacêutica está fazendo um raio X da produção inteira. A Medquímica, fabricante de medicamentos, mapeia todos os processos existentes na companhia — são mais de 3 mil — para identificar onde a inteligência artificial pode ser extremamente eficiente. O objetivo, segundo o presidente Alexandre França, é implementar gradualmente a tecnologia nesses processos, com foco na redução de erros.

A adoção crescente reflete uma tendência nacional de digitalização e busca por eficiência. Para empresários do noroeste paulista, como os de Araçatuba e região, o exemplo mineiro ilustra como a IA pode ser aplicada em indústrias tradicionais, não apenas em startups ou empresas de tecnologia.

Falta de qualificação é obstáculo para 25%

A pesquisa também perguntou se as empresas estão enfrentando algum obstáculo para implementar a IA. Metade das empresas disse que não tem obstáculo nenhum. Resultado melhor que em 2025. Mas um número considerável disse que existe sim um problema: a falta de qualificação. De cada 100 empresas pesquisadas, 25 disseram que está faltando gente especializada para trabalhar com IA.

Esse dado acende um alerta para o mercado de trabalho. A demanda por profissionais capazes de operar, gerenciar e extrair valor da inteligência artificial supera a oferta disponível. Para pequenas e médias empresas do interior paulista, o desafio pode ser ainda maior, dada a concorrência com grandes centros urbanos na atração de talentos.

A falta de mão de obra qualificada não é um obstáculo intransponível, mas exige investimento em treinamento e parcerias com instituições de ensino. Entidades como Sebrae e Fecomercio podem desempenhar papel crucial na capacitação de funcionários e gestores locais, reduzindo esse gargalo.

Impactos para o comércio e a indústria regional

Para o comércio e a indústria de Araçatuba, Birigui, Penápolis e Andradina, a adoção de IA pode trazer ganhos de produtividade semelhantes aos observados nacionalmente. A automação de processos, a análise de dados para tomada de decisão e a personalização do atendimento ao cliente são algumas aplicações práticas que podem beneficiar desde o varejo até o agronegócio.

No entanto, a falta de profissionais preparados pode retardar esses benefícios. Empresas que não conseguem contratar especialistas tendem a adiar projetos de IA ou a subutilizar as ferramentas disponíveis. Isso pode ampliar a distância entre grandes corporações e pequenos negócios, impactando a competitividade regional.

A pesquisa da FGV não detalhou quais setores enfrentam maior escassez de profissionais, mas o cenário geral indica que a capacitação é um fator crítico para o sucesso da transformação digital. Para mitigar o problema, especialistas recomendam investir em programas internos de treinamento e buscar consultorias especializadas.

Perspectivas e recomendações para empresários

Diante desse cenário, empresários do noroeste paulista devem considerar a IA como prioridade estratégica, mas sem ignorar o fator humano. A tecnologia só gera valor quando combinada com equipes capacitadas. Portanto, o planejamento deve incluir não apenas a aquisição de ferramentas, mas também o desenvolvimento de competências.

Uma alternativa é a formação de parcerias com universidades e escolas técnicas da região, como o IFSP e a Unesp, para criar programas de estágio e capacitação. Outra opção é o uso de plataformas de ensino a distância, que permitem qualificar funcionários sem deslocamento.

O estudo da FGV não aponta soluções específicas, mas o mercado já oferece caminhos. Cabe aos gestores locais avaliar as necessidades de cada negócio e buscar apoio de entidades como ACSP, CDL e Sebrae, que frequentemente promovem cursos e workshops sobre tecnologia e inovação.

Em resumo, a inteligência artificial avança rapidamente nas empresas brasileiras, mas a falta de profissionais qualificados é um freio real para 25% delas. Para o interior paulista, onde o tecido empresarial é formado majoritariamente por PMEs, investir em capacitação pode ser o diferencial para aproveitar todo o potencial da IA e manter a competitividade no mercado.

Perguntas Frequentes

Qual a porcentagem de empresas brasileiras que já adotaram inteligência artificial, segundo a FGV?

Quase metade das empresas brasileiras já adotou a inteligência artificial, conforme estudo da Fundação Getúlio Vargas.

Qual o principal desafio enfrentado pelas empresas brasileiras que adotaram IA?

O principal desafio é encontrar profissionais preparados para usar as novas tecnologias; 25% das empresas pesquisadas citaram a falta de qualificação como obstáculo.

Como a adoção de IA evoluiu nas empresas brasileiras entre 2025 e 2026?

Em 2025, 28,7% das empresas usavam IA; em 2026, esse número subiu para 45%, e 64% afirmaram que a IA aumentou a produtividade.

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