Terceirização de TI em Campo Grande: Agetec exonera diretores

Crédito: Top Mídia News
A Prefeitura de Campo Grande abriu uma licitação para contratar uma empresa especializada em serviços de tecnologia da informação no mesmo dia em que dois servidores que ocupavam cargos de direção na Agetec (Agência Municipal de Tecnologia da Informação) foram exonerados. A coincidência de datas, segundo o Diogrande, ocorre enquanto a prefeitura prepara a licitação que poderá transferir a uma empresa privada parte das atividades atualmente relacionadas à estrutura de atendimento e suporte de TI.
Exonerações e licitação no mesmo dia
No mesmo dia, foram publicadas as exonerações de Fábio de Souza Barbosa e Edna Botelho da Silva Cóxeo, ambos ocupantes de cargos comissionados de direção e assessoramento na Agetec. Os dois pedidos de exoneração foram feitos pelos próprios servidores. A reportagem não teve acesso aos motivos que levaram aos pedidos, e a prefeitura não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta matéria.
A saída dos diretores ocorre em um momento sensível para a agência, que pode perder parte de suas atribuições para a iniciativa privada. A licitação em andamento prevê a contratação de uma empresa para operar a central de atendimento e fornecer suporte técnico, atividades que hoje estão sob responsabilidade da Agetec.
Detalhes do pregão eletrônico
O pregão eletrônico está marcado para 28 de outubro, com início da disputa às 8h. A empresa vencedora deverá fornecer também um software de gerenciamento de serviços de TI compatível com as práticas do ITIL. O critério de seleção será o de menor preço, e o edital prevê ainda uma etapa de prova de conceito para que a empresa provisoriamente vencedora demonstre o funcionamento da solução oferecida.
O contrato terá duração inicial de 24 meses e poderá ser prorrogado sucessivamente, conforme as condições previstas no edital e na legislação de licitações. O valor estimado da contratação é de R$ 15 milhões, conforme consta no processo licitatório.
Impacto para empresas e setor de TI
A terceirização de serviços de tecnologia da informação pela prefeitura pode abrir oportunidades para empresas do setor, especialmente aquelas especializadas em suporte técnico e centrais de atendimento. Para o comércio e a indústria local, a medida pode sinalizar uma tendência de modernização da gestão pública, com possíveis reflexos na eficiência dos serviços prestados à população e às empresas.
Em cidades do interior paulista, como Araçatuba, Birigui e Penápolis, a terceirização de TI em órgãos públicos é um tema que interessa diretamente a empresários e profissionais da área, pois pode servir de modelo para outras prefeituras da região. A adoção de práticas como ITIL e a exigência de prova de conceito indicam um nível de exigência técnica que pode favorecer empresas com maior capacitação.
Falta de retorno da prefeitura
A reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o tema, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras. Até o momento, não há definição sobre a empresa que ficará responsável pelo serviço.
A ausência de posicionamento oficial deixa em aberto questões como o impacto da terceirização sobre os servidores da Agetec e a continuidade dos serviços durante a transição. A sociedade e o setor produtivo aguardam esclarecimentos sobre os critérios de fiscalização do contrato e os indicadores de qualidade que serão exigidos da futura contratada.
Perguntas Frequentes
Por que a Prefeitura de Campo Grande vai terceirizar serviços de TI?
A prefeitura abriu licitação para contratar empresa especializada em serviços de TI, transferindo parte das atividades de atendimento e suporte técnico atualmente relacionadas à Agetec.
Quais diretores da Agetec foram exonerados e quando?
Fábio de Souza Barbosa e Edna Botelho da Silva Cóxeo, ocupantes de cargos comissionados de direção e assessoramento na Agetec, foram exonerados no mesmo dia da abertura da licitação, a pedido dos próprios servidores.
Qual o valor e a duração do contrato de terceirização de TI?
O contrato terá duração inicial de 24 meses, podendo ser prorrogado, e o valor estimado é de R$ 15 milhões, conforme o pregão eletrônico marcado para 28 de outubro.




























