Petróleo sobe com ataques houthis e crise na Ucrânia

Crédito: InfoMoney
O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 12, em meio à intensificação de ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita e a novas hostilidades da Rússia contra alvos energéticos ucranianos, mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar um possível cessar-fogo energético. A combinação de tensões no Oriente Médio e na Europa elevou os preços da commodity, refletindo o temor de interrupções na oferta global.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 1,84% (US$ 1,93), a US$ 106,65 o barril. O avanço ocorre em um cenário de incertezas geopolíticas que afetam diretamente os mercados internacionais de energia.
Houthis intensificam ataques contra Arábia Saudita
Os rebeldes Houthis, apoiados pelo Irã, ampliaram as ofensivas contra instalações sauditas, elevando o risco de interrupções no fornecimento de petróleo da região. O CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, alertou que a pressão sobre o mercado de petróleo continuará a se intensificar até que o Estreito de Ormuz seja totalmente reaberto e a confiança, restaurada.
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o escoamento de petróleo do Golfo Pérsico, e qualquer bloqueio ou ameaça nessa área tende a elevar os preços globais. A declaração de Nasser reforça a percepção de que a oferta pode permanecer apertada no curto prazo.
Cessar-fogo energético na Ucrânia falha
Já na guerra da Ucrânia, autoridades ucranianas alegam que a Rússia continua a atacar instalações de energia mesmo após Trump anunciar, no domingo, que os dois lados teriam concordado com um “cessar-fogo energético”. A suposta violação do acordo mantém a pressão sobre os mercados de energia, uma vez que a Rússia é um dos maiores exportadores de petróleo e gás do mundo.
O republicano acrescentou hoje que a União Europeia pagou US$ 250 bilhões à Rússia pela compra de energia, ao defender a decisão de Washington de fazer um acordo sobre exportações de diesel com o governo de Vladimir Putin. A fala de Trump evidencia as complexas relações comerciais no setor energético, mesmo em meio ao conflito.
Kremlin busca acordo de longo prazo
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou quer um acordo de paz de longo prazo, em vez de um cessar-fogo temporário. A declaração sugere que as negociações podem se arrastar, prolongando a instabilidade no mercado de energia e mantendo os preços elevados.
Enquanto isso, as grandes petrolíferas começaram a aumentar a produção de petróleo e a retornar pessoal para as plataformas offshore no Golfo do México após a passagem do furacão Isaias. A retomada das operações pode aliviar parcialmente a oferta, mas os riscos geopolíticos continuam a dominar as cotações.
Impacto para o comércio e indústria
A alta do petróleo tem efeitos diretos sobre os custos de transporte, logística e insumos derivados, como diesel e plásticos, afetando especialmente pequenas e médias empresas do interior paulista. Em Araçatuba e região noroeste, comerciantes e indústrias podem sentir o repasse nos preços de fretes e matérias-primas, pressionando as margens de lucro.
Além disso, a volatilidade do câmbio, influenciada pelos preços do petróleo, pode impactar as importações e exportações locais, especialmente no agronegócio, que depende de combustíveis para o escoamento da produção. A fonte não detalhou projeções específicas para o setor, mas o cenário exige atenção dos empresários.
Perguntas Frequentes
Por que o preço do petróleo subiu em 12 de outubro?
O petróleo subiu devido à intensificação dos ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita e às novas hostilidades da Rússia contra alvos energéticos ucranianos, mesmo após o anúncio de cessar-fogo energético por Trump.
Qual foi o fechamento do petróleo Brent em 12 de outubro?
O petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 1,84% (US$ 1,93), a US$ 106,65 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O que o CEO da Saudi Aramco alertou sobre o mercado de petróleo?
O CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, alertou que a pressão sobre o mercado de petróleo continuará a se intensificar até que o Estreito de Ormuz seja totalmente reaberto e a confiança seja restaurada.




























