Startup de Lajeado vence prêmio nacional de inovação

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Startup de Lajeado vence prêmio nacional de inovação

Uma startup de Lajeado, no Vale do Taquari, conquistou o primeiro lugar na Região Sul da 7ª edição do Prêmio Mulheres Inovadoras, promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A Fermenta Biotecnologia, incubada no Tecnovates, foi reconhecida na categoria Tração/Escala, voltada a empresas em fase de crescimento acelerado. O resultado foi divulgado em 14 de outubro e coloca a companhia em posição de destaque no ecossistema de inovação brasileiro.

O prêmio, que busca impulsionar startups lideradas por mulheres, prevê R$ 120 mil para as primeiras colocadas em cada região e estágio de desenvolvimento. Além do aporte financeiro, a Fermenta participou de avaliações, aceleração, mentorias e apresentações para uma banca, ampliando sua rede de contatos e aprimorando o modelo de negócio. A conquista reflete o amadurecimento da empresa, que vinha buscando esse reconhecimento havia quatro anos.

Trajetória de persistência e evolução

Segundo a CEO Marcela Mendes Salazar Mingireanov, bióloga, mestre e doutora em Genética e Biologia Molecular, a conquista tem significado especial porque a empresa buscava o reconhecimento havia quatro anos. Na primeira participação, a Fermenta terminou na 27ª posição e, em 2026, alcançou o primeiro lugar na Região Sul. A evolução demonstra consistência no desenvolvimento técnico e na estratégia de negócios.

A startup também conta com a CTO e bióloga Francielle Bucker, que atua diretamente nas pesquisas aplicadas. Juntas, as fundadoras conduzem um projeto de base científica com potencial de impacto direto na cadeia produtiva de laticínios. A trajetória da Fermenta ilustra como a combinação entre conhecimento acadêmico e visão empreendedora pode gerar soluções inovadoras para o setor alimentício.

Fermento nacional para queijos coloniais

Um dos principais projetos da startup é o desenvolvimento do primeiro fermento nacional destinado à produção de queijos coloniais. O trabalho envolve microrganismos que compõem o fermento lácteo utilizado na fabricação dos produtos. Atualmente, grande parte dos insumos biológicos para laticínios é importada, o que gera custos elevados e dependência externa.

A proposta da Fermenta é oferecer uma alternativa nacional, adaptada às características do leite e do modo de produção brasileiro. Queijos coloniais são tradicionais em diversas regiões, especialmente no Sul do país, e sua produção muitas vezes ocorre em pequenas e médias propriedades. A disponibilidade de um fermento local pode reduzir custos, aumentar a previsibilidade da produção e valorizar os produtos regionais.

Aplicação do recurso e próximos passos

O recurso recebido deverá ser utilizado principalmente para avançar no escalonamento da tecnologia desenvolvida pela Fermenta, com o objetivo de ampliar sua aplicação no mercado de queijos e agregar valor à produção do setor. Escalonar significa passar da escala laboratorial para a produção em volumes comerciais, etapa que exige investimentos em infraestrutura, testes de validação e adequação regulatória.

A empresa não detalhou o cronograma de execução, mas o foco está em consolidar a tecnologia e estabelecer parcerias com produtores e indústrias. A premiação também oferece visibilidade nacional, o que pode atrair novos investidores e clientes. Para o setor lácteo, a chegada de um fermento nacional representa uma oportunidade de redução de custos e diferenciação competitiva.

Impacto para o ecossistema de inovação

A conquista da Fermenta reforça o papel do Tecnovates, parque tecnológico da Univates, como ambiente de fomento a startups de base tecnológica no interior do Rio Grande do Sul. Incubadoras e aceleradoras regionais têm sido fundamentais para transformar pesquisas acadêmicas em negócios viáveis, gerando empregos qualificados e movimentando a economia local.

O Prêmio Mulheres Inovadoras, por sua vez, evidencia a importância de políticas públicas e parcerias institucionais para apoiar o empreendedorismo feminino em áreas de alta complexidade. A premiação não apenas reconhece resultados, mas também oferece capacitação e networking, elementos essenciais para a sustentabilidade das startups. A trajetória da Fermenta pode servir de referência para outras empresas da região que buscam escalar suas operações.

Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, o caso demonstra como a inovação aplicada a cadeias produtivas tradicionais pode gerar valor econômico. Ainda que o projeto esteja sediado no Sul, a tecnologia de fermentos lácteos tem potencial de aplicação em todo o território nacional, inclusive em polos queijeiros emergentes. A integração entre ciência, indústria e comércio é um caminho promissor para o fortalecimento da economia regional.

Perguntas Frequentes

Qual startup de Lajeado venceu o prêmio nacional de inovação?

A Fermenta Biotecnologia, incubada no Tecnovates em Lajeado, conquistou o primeiro lugar da Região Sul na 7ª edição do Prêmio Mulheres Inovadoras.

Qual é o principal projeto da Fermenta Biotecnologia?

O principal projeto é o desenvolvimento do primeiro fermento nacional destinado à produção de queijos coloniais, utilizando microrganismos que compõem o fermento lácteo.

Quanto a Fermenta Biotecnologia recebeu de premiação e como pretende usar o recurso?

A premiação prevê R$ 120 mil para startups classificadas em primeiro lugar em cada região e estágio de desenvolvimento. O recurso será utilizado para avançar no escalonamento da tecnologia e ampliar sua aplicação no mercado de queijos.

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