Taxa de desemprego nos estados em 2026: IBGE divulga dados

Crédito: Folha de S.Paulo
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (14) as taxas de desemprego das unidades da Federação referentes ao primeiro trimestre de 2026. Os dados mostram que a desocupação variou de 2,7% em Santa Catarina a 10% no Amapá. No Brasil, a taxa foi de 6,1%, o menor patamar para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012. A taxa nacional já havia sido publicada pelo IBGE em 30 de abril.
Desemprego sobe em 15 estados
Em comparação com o quarto trimestre de 2025, a taxa de desemprego subiu em 15 estados. Segundo o IBGE, a alta acompanhou o movimento nacional, já que a desocupação no Brasil passou de 5,1% no último trimestre de 2025 para 6,1% no primeiro trimestre de 2026. Nas outras 12 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, o indicador ficou relativamente estável.
William Kratochwill, analista do IBGE, explicou que a desocupação aumenta historicamente no primeiro trimestre por causa da dispensa de trabalhadores temporários. Essa tendência aparece no comércio e também envolve o fim de contratos em educação e saúde no setor público municipal.
Estabilidade em 12 UFs
William ponderou que outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demonstrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano. Isso indica que, apesar do aumento sazonal, algumas regiões conseguiram manter o emprego formal ou informal, evitando oscilações bruscas.
Os dados da Pnad abrangem a população de 14 anos ou mais. Para ser considerada desempregada nas estatísticas oficiais, uma pessoa dessa faixa etária precisa estar sem qualquer tipo de emprego (formal ou informal) e seguir à procura de oportunidades.
Número de desempregados e desalento
No primeiro trimestre, o número de desempregados foi estimado em 6,6 milhões no país. Desse contingente, uma parcela de 1,1 milhão estava à procura de trabalho por dois anos ou mais, o equivalente a 16,5%. O percentual de 16,5% é o menor do grupo na série histórica, segundo os dados divulgados nesta quinta. Isso sugere que, embora o desemprego tenha subido sazonalmente, a parcela de pessoas em desemprego de longa duração diminuiu, o que pode ser um sinal positivo para o mercado de trabalho.
Perguntas Frequentes
Qual foi a taxa de desemprego no Brasil no primeiro trimestre de 2026?
A taxa de desemprego no Brasil foi de 6,1% no primeiro trimestre de 2026, o menor patamar para o período na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.
Quais estados tiveram as maiores e menores taxas de desemprego no primeiro trimestre de 2026?
A taxa variou de 2,7% em Santa Catarina (menor) a 10% no Amapá (maior) no primeiro trimestre de 2026, segundo o IBGE.
Quantos estados tiveram aumento da desocupação no primeiro trimestre de 2026?
A desocupação subiu em 15 estados frente ao quarto trimestre de 2025, enquanto ficou estável em 12 UFs, incluindo o Distrito Federal.



























