Quebra de safra conilon e preço baixo preocupam cafeicultores

Crédito: Conexão Safra
Preço baixo agrava impacto da quebra de safra
A safra 2026 de café conilon trouxe preocupação não apenas pela perda de produção nas lavouras, mas também pela remuneração. O preço baixo agrava o impacto da quebra de safra para os cafeicultores, especialmente no município de Sooretama, no Espírito Santo. Segundo relatos de produtores, a renda deve apertar no próximo ano.
O cafeicultor Tiago Camiletti, de Sooretama, afirma que o problema está na combinação entre menor produção e preço baixo. Ele destaca que muitos produtores já percebiam, durante a formação da florada e dos grãos, que a produção não acompanharia as projeções mais otimistas. A crítica do produtor se concentra na distância entre as estimativas iniciais e a realidade observada nas lavouras.
Frustração com estimativas oficiais
Camiletti expressa sua insatisfação: ‘O que nos deixa frustrados é o posicionamento dos órgãos reguladores ao anunciar uma safra recorde. A gente tinha consciência de que isso não ia acontecer. E o fato é que não aconteceu. A verdade veio à tona. Temos uma safra pequena, muito aquém do que se estimava.’
Segundo ele, a quebra estimada em parte das lavouras chega a 40%. Essa redução significativa na produção, combinada com preços menores, gera um cenário desafiador para os cafeicultores. A fonte não detalhou os motivos exatos da quebra, mas a frustração com as previsões oficiais é evidente.
Comparação com safra anterior
Camiletti afirma que o preço recebido pelo café também está menor que o praticado no mesmo período do ano passado. No ciclo anterior, a produção foi maior e o preço recebido pelo produtor estava em patamar superior ao observado agora. ‘No ano passado, nessa mesma época, nós estávamos vendendo café acima de R$ 1 mil, e tínhamos uma safra cheia. Este ano, temos uma safra muito vazia, e o produtor está vendendo café muito abaixo do preço da safra 2025. Então, isso vai impactar muito na parte econômica do produtor’, relata.
A diferença de preços e volumes entre as safras evidencia o aperto financeiro que os cafeicultores de conilon devem enfrentar. A combinação de quebra de safra e preço baixo agrava o impacto, tornando o cenário para 2026 preocupante para o setor.
Perguntas Frequentes
Por que a quebra de safra de conilon em 2026 é mais grave para os cafeicultores?
Porque, além da perda de produção que chega a 40% em algumas lavouras, o preço do café está muito abaixo do praticado no mesmo período de 2025, quando a saca era vendida acima de R$ 1.000.
Qual a diferença de preço do café conilon entre as safras 2025 e 2026?
Em 2025, o produtor vendia café acima de R$ 1.000 por saca, enquanto em 2026 o preço está muito abaixo desse valor, agravando o impacto da quebra de safra.
O que Tiago Camiletti critica sobre as estimativas oficiais para a safra de conilon?
Ele critica que os órgãos reguladores anunciaram uma safra recorde, mas a realidade foi uma safra pequena, muito aquém do estimado, com quebra de até 40% em parte das lavouras.




























