Camex renova cotas de importação para veículos eletrificados

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Decisão da Camex: cotas renovadas por seis meses

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) renovou, em reunião em 23 de junho, por mais seis meses, as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD). O valor total é de US$ 463 milhões, mesmo montante da autorização anterior, cuja vigência expirou em janeiro.

No sistema SKD, o veículo chega montado ao país e recebe acabamento final de peças, como pneus. Já no CKD, kits de componentes ou peças avulsas são importados para montagem local. Não há cotas para carros montados (CBU).

Cronograma de tarifas mantido

O cronograma de elevação das tarifas de importação foi mantido. Para julho, está prevista a alta da alíquota do Imposto de Importação para 35% sobre veículos eletrificados importados nos sistemas SKD e CBU. Importações que excederem as cotas pagarão imposto.

Para CKD, a alíquota atual de 14% continua até janeiro de 2027, quando atingirá 35%.

Anfavea critica falta de consulta

A Anfavea afirmou que a decisão foi tomada sem consulta ao setor, gerando insegurança para investimentos baseados no cronograma anterior. A entidade representa as montadoras instaladas no país.

Governo defende medida e BYD se posiciona

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) disse que a medida converge com iniciativas de renovação da frota, inovação e descarbonização no ecossistema automotivo brasileiro.

A BYD negou ter feito novo pedido ao governo para prorrogar as cotas, mas entende ter direito a mais seis meses de prazo. A empresa já investiu R$ 3 bilhões de um total de R$ 5,5 bilhões anunciados.

Perguntas Frequentes

Qual o valor total das cotas de importação renovadas pela Camex?

O valor total é de US$ 463 milhões, mesmo montante da autorização anterior.

Até quando a alíquota de importação para CKD permanecerá em 14%?

Até janeiro de 2027, quando passará a 35%.

A BYD fez novo pedido ao governo para prorrogar as cotas?

Não. A BYD negou novo pedido, mas afirma ter direito a mais seis meses de prazo.

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