Petróleo volta ao pré-guerra e alivia curva de juros

Crédito: Brazil Journal
O petróleo devolveu todo o rali gerado pelos ataques dos EUA e Israel ao Irã, voltando ao patamar pré-guerra. O barril do Brent, que chegou a bater US$ 118 no final de abril, recuou significativamente, aliviando a curva de juros no mercado financeiro. A retração nas cotações ocorre uma semana depois da assinatura do memorando entre EUA e Irã, que abriu caminho para a normalização do fluxo de petróleo na região.
Exportações do Golfo Pérsico se recuperam
As exportações de petróleo do Golfo Pérsico já retomaram pelo menos 75% do nível pré-guerra. Mais de 20 navios-tanque transportando cerca de 35 milhões de barris de petróleo bruto já passaram pelo estreito desde a trégua. Esse aumento na oferta ajudou a pressionar os preços para baixo, revertendo os ganhos observados durante o conflito.
Juros futuros em queda no Brasil
Impacto nos Treasuries e no DI
No mercado de juros, o yield dos Treasuries de 10 anos atingiu 4,66% há um mês e fechou para 4,38%. Nos EUA, a curva de juros ainda precifica uma alta da taxa básica na reunião de setembro do Federal Reserve. O núcleo do índice de preços Personal Consumption Expenditures (PCE) registrou alta anual de 3,4%, enquanto o IPCA-15 ficou abaixo do consenso. A menor probabilidade de alta de juros pelo Fed e o cenário de inflação menos pressionada ajudaram na queda dos juros futuros no Brasil. O DI para janeiro de 29 fechou para 14,30%, depois de ter dado um salto para 15% na semana passada. A taxa estava em 12,5% antes da guerra.
Relatório do BC contribui para alívio
Contribuíram para essa retração de hoje nos juros as estimativas divulgadas pelo BC, em seu Relatório de Política Monetária, projetando uma inflação mais baixa em 2028. Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, destacou que a sinalização do Banco Central foi importante para acalmar o mercado. O diretor de Política Econômica do BC, Paulo Picchetti, disse que o Copom optou por não sinalizar os próximos passos dadas incertezas decorrentes da crise no Oriente Médio e dos efeitos do El Niño. Em suas palavras: “Se a gente dobrasse ou triplicasse a Selic, não ia abrir o Estreito de Ormuz, não ia fazer o El Niño deixar de nos visitar, mas causaria volatilidade.”
Perguntas Frequentes
Por que o petróleo caiu após os ataques ao Irã?
O petróleo devolveu todo o rali gerado pelos ataques dos EUA e Israel ao Irã, com o Brent chegando a US$ 118 no final de abril. A retração ocorreu após a assinatura de um memorando entre EUA e Irã, e as exportações do Golfo Pérsico já retomaram pelo menos 75% do nível pré-guerra.
Como a queda do petróleo afetou os juros futuros no Brasil?
A menor probabilidade de alta de juros pelo Fed e o cenário de inflação menos pressionada ajudaram na queda dos juros futuros no Brasil. O DI para janeiro de 29 fechou a 14,30%, após ter saltado para 15% na semana passada, e estava em 12,5% antes da guerra.
Qual foi o impacto nos Treasuries de 10 anos?
O yield dos Treasuries de 10 anos atingiu 4,66% há um mês e fechou para 4,38%, refletindo o alívio na curva de juros com a queda do petróleo.




























