BNDES prevê R$ 34 bi para leilão de baterias

Crédito: Folha de S.Paulo
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estimou até R$ 34 bilhões em recursos de suas linhas incentivadas para financiar projetos de armazenamento de energia no primeiro leilão para a tecnologia. A declaração foi feita pelo chefe de departamento de transição energética e clima do banco, Alexandre Siciliano Esposito, nesta sexta-feira (11). O certame é aguardado pelo setor elétrico, uma vez que ampliará o leque de recursos de segurança energética do Brasil em meio ao forte crescimento das fontes renováveis de energia.
O processo já tem mobilizado diversos investidores, incluindo fabricantes estrangeiras e nacionais do segmento. A expectativa é que a demanda por contratação de baterias pelo governo no leilão tenha potencial de ser “explosiva”, conforme observou Esposito. A fonte não detalhou a data do leilão, mas o anúncio do banco sinaliza o volume de recursos disponíveis para apoiar os empreendimentos.
Fundo Clima é principal via de financiamento
Segundo Esposito, o Fundo Clima surge como principal via para bancar os empreendimentos. A linha é voltada a projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, incluindo armazenamento de energia. No entanto, o banco entende que mais fontes de financiamento serão necessárias, disse o executivo.
Já o BNDES Mais Inovação é uma linha mais “transversal”, que envolve vários tipos de inovação e digitalização, além de ter um orçamento um pouco menor, acrescentou. A combinação de instrumentos pode viabilizar projetos de diferentes portes e perfis tecnológicos. A expectativa é que o leilão atraia desde grandes geradoras até novos entrantes no setor.
Limites de crédito direcionam estratégias
Apesar do potencial das linhas incentivadas, Esposito observou que há algumas limitações que tendem a reduzir o desembolso efetivo para cada projeto. No caso do Fundo Clima, ele citou o limite de R$ 1 bilhão por grupo econômico para financiamentos a cada 12 meses. “Há clientes que estão estudando portfólios de bilhões de reais [para o leilão de baterias]… Esse limite de R$ 1 bilhão, ele direciona estratégia de ‘blends’, tem que buscar mais bolsos, mercado, debêntures, multilaterais, entre outros.”
Essa restrição pode levar os investidores a combinar diferentes fontes de capital, como emissões de dívida no mercado e parcerias com organismos multilaterais. Para o comércio e a indústria do interior paulista, a sinalização de crédito do BNDES pode abrir espaço para fornecedores locais de componentes e serviços. A fonte não detalhou se haverá flexibilização desse limite para o certame.
Demanda pode superar leilões anteriores
Ele observou ainda que a necessidade de financiamento vai aumentar conforme a demanda de contratação de baterias pelo governo no leilão, que tem potencial de ser “explosiva”. “No último leilão de capacidade, de térmica e hídrica, esse investimento era mais de R$ 60 bilhões, e é a tecnologia tradicional. Então, enfim, estamos na expectativa.”
A comparação indica que o armazenamento pode demandar volumes equivalentes ou até superiores, dada a natureza modular e escalável das baterias. Para empresas da região noroeste paulista, a cadeia de suprimentos pode se beneficiar com a instalação de novos projetos de energia. A fonte não detalhou projeções de geração de empregos locais.
BNDES apoia nacionalização de baterias
Ele lembrou ainda que o BNDES está trabalhando com fornecedores de baterias para a nacionalização de projetos participantes do leilão, que terá uma disputa específica para baterias com conteúdo nacional. Conforme informações do site do banco de fomento, WEG, Moura, You.On, TBEA, Gotion, Trina e BYD já declararam compromisso de fabricação local de BESS. Mas essas empresas ainda passarão por etapas técnicas para garantir o cumprimento das exigências de conteúdo nacional de seus projetos.
Essa exigência pode estimular a instalação de fábricas e centros de distribuição no estado de São Paulo, incluindo o interior. Para empresários de Araçatuba e região, a demanda por componentes, logística e serviços especializados tende a crescer. A fonte não detalhou prazos para a conclusão das etapas técnicas.
Impacto para o setor elétrico e negócios
O certame é aguardado pelo setor elétrico, uma vez que ampliará o leque de recursos de segurança energética do Brasil em meio ao forte crescimento das fontes renováveis de energia. O processo já tem mobilizado diversos investidores, incluindo fabricantes estrangeiras e nacionais do segmento. A expectativa é que a combinação de armazenamento e renováveis reduza a dependência de térmicas e aumente a estabilidade da rede.
Para o comércio e a indústria do noroeste paulista, a expansão do armazenamento pode reduzir custos de energia e abrir novas oportunidades de negócios. A fonte não detalhou estimativas de impacto tarifário. O BNDES segue em articulação com o setor produtivo para viabilizar os projetos.
Perguntas Frequentes
Quanto o BNDES prevê destinar para financiar projetos de armazenamento de energia no primeiro leilão de baterias?
O BNDES estimou até R$ 34 bilhões em recursos de suas linhas incentivadas para financiar projetos de armazenamento de energia no primeiro leilão para a tecnologia.
Qual é a principal linha de financiamento do BNDES para projetos de baterias no leilão?
O Fundo Clima surge como principal via para bancar os empreendimentos, conforme declarou o chefe de transição energética e clima do banco.
Existe algum limite de financiamento por grupo econômico no Fundo Clima para projetos de baterias?
Sim, o limite é de R$ 1 bilhão por grupo econômico para financiamentos a cada 12 meses, o que pode exigir a busca por outras fontes de recursos.




























