Preço do boi gordo renova máxima e outubro caminha para recorde

Crédito: Farmnews
O preço do boi gordo no mercado físico atingiu um novo patamar histórico no início de outubro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a cotação foi registrada acima de R$370,0 por arroba pela primeira vez no mês, renovando a máxima diária já observada. O movimento reforça a tendência de valorização da arroba no mercado interno.
A alta no começo de outubro, em comparação com o valor de fechamento de setembro, foi de R$8,7 por arroba, o que representa um avanço de 2,4%. No acumulado do ano, frente ao último preço praticado em 2025, a valorização chega a 16,8%, conforme dados do Cepea. Esses números evidenciam um cenário de firmeza para a pecuária de corte.
Máxima histórica no mercado físico
O preço médio mensal do boi gordo, calculado pelo Cepea, alcançou R$369,8 por arroba no início de outubro. Esse é o maior valor nominal já registrado na série histórica do indicador. Além disso, representa o terceiro mês consecutivo de valorização, consolidando uma trajetória ascendente.
A manutenção dos preços em patamares elevados reflete a combinação de oferta restrita e demanda aquecida. Pecuaristas da região noroeste paulista, como os de Araçatuba e Birigui, acompanham com atenção esse movimento, que impacta diretamente a rentabilidade da atividade.
Mercado futuro projeta R$400 por arroba
Não é apenas o mercado físico que renovou máximas em outubro. O mercado futuro do boi gordo também segue em alta, com contratos que vencem a partir de novembro precificando valores em torno de R$400,0 por arroba. Essa expectativa sinaliza confiança na continuidade do ciclo de preços firmes.
Para os produtores, a possibilidade de travar vendas futuras nesses níveis pode representar uma oportunidade de proteção de margens. Já para os frigoríficos e o varejo, o cenário pressiona os custos de aquisição da matéria-prima, com reflexos ao longo da cadeia.
Comparação com o mercado internacional
No contexto externo, o preço de US$396,1 por cwt (hundredweight, equivalente a 45,36 kg) registrado em setembro de 2026 foi o mesmo praticado em setembro de 2025, considerando o valor no atacado (Choice 1–3) do USDA. A estabilidade no mercado americano contrasta com a alta doméstica, indicando fatores internos como principais vetores da valorização.
Esse dado reforça que o movimento atual do boi gordo no Brasil está mais ligado à dinâmica local de oferta e demanda do que a pressões externas. A fonte não detalhou os motivos específicos para a estabilidade no mercado internacional.
Impacto para o noroeste paulista
Para empresários e comerciantes de Araçatuba e região, a alta do boi gordo tem efeitos diretos e indiretos. De um lado, pecuaristas e fornecedores de insumos tendem a se beneficiar com maior poder de compra. De outro, açougues, supermercados e restaurantes podem enfrentar repasse de custos ao consumidor final.
A Associação Comercial e Industrial de Araçatuba (ACIA) acompanha o cenário, pois a pecuária é um dos pilares econômicos locais. A valorização da arroba pode impulsionar investimentos em tecnologia, genética e infraestrutura nas propriedades rurais, gerando efeitos positivos em cadeia.
Com o mercado físico e futuro em patamares recordes, outubro caminha para se consolidar como um mês histórico para o setor. A continuidade desse movimento dependerá da oferta de animais terminados e do comportamento da demanda interna e externa.
Perguntas Frequentes
Qual foi o preço do boi gordo (Cepea) no início de outubro de 2025?
No início de outubro (dia 5), o boi gordo foi cotado acima de R$370,0 por arroba, renovando a máxima diária histórica.
Quanto o preço do boi gordo subiu em outubro de 2025 em relação a setembro?
A alta foi de R$8,7 por arroba, ou 2,4%, frente ao valor que encerrou setembro.
Qual é a expectativa para o preço do boi gordo no mercado futuro?
O mercado futuro precifica valores em torno de R$400,0 por arroba para contratos com vencimento a partir de novembro.




























