IGP-10 de setembro sobe 1,47% com pressão de matérias-primas

Crédito: InfoMoney
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,47% em setembro, após queda de 0,51% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre) nesta quarta-feira (16). A inversão de sinal reflete, principalmente, a pressão vinda dos preços ao produtor, com destaque para matérias-primas brutas. O resultado acende um alerta para empresários e comerciantes do noroeste paulista, que podem sentir o repasse nos custos de insumos e mercadorias.
IPA puxa alta com matérias-primas
Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,90%, com os preços acelerando ante a queda de 0,69% observada no mês anterior; custo de matérias-primas brutas subiu 3,91%. Esse movimento foi influenciado por fatores climáticos e geopolíticos, que impactaram diretamente commodities agrícolas e minerais. Para indústrias da região que dependem de insumos como minério de ferro e produtos agropecuários, o cenário pode significar aumento nos custos de produção.
A transição de queda para alta no IPA é um sinal de que a pressão inflacionária na origem está se intensificando.
Segundo o FGV/Ibre, o movimento de alta dos produtos agropecuários refletiu, em parte, o aumento das incertezas climáticas com o fortalecimento do El Niño. Esse fenômeno climático pode afetar safras e elevar preços de alimentos, com reflexos diretos no varejo e no atacado. Para os comerciantes de Araçatuba e cidades vizinhas, a alta de matérias-primas agrícolas pode encarecer produtos como grãos, carnes e laticínios. A volatilidade climática exige atenção redobrada na gestão de estoques e negociação com fornecedores.
Minério de ferro e conflito no Oriente Médio
Houve, ainda, volatilidade nas commodities da Indústria Extrativa, que vêm respondendo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O minério de ferro, por exemplo, passou de queda de ‑3,19% para alta de 2,26% entre agosto e setembro. Essa oscilação reflete a incerteza global e pode impactar indústrias metalúrgicas e de construção civil, que dependem do minério como insumo básico. Para o noroeste paulista, onde há polos industriais e forte atividade de construção, o encarecimento do minério pode pressionar os custos de obras e reformas.
A alta do minério também pode influenciar o preço de produtos siderúrgicos, como vergalhões e estruturas metálicas.
Consumidor sente alta moderada
Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram alta de 0,44% em setembro. Apesar de menor que a variação do IPA, o índice indica que o consumidor final já começa a sentir os efeitos da inflação, ainda que de forma moderada. Para o comércio varejista, a alta do IPC-10 pode reduzir o poder de compra das famílias, impactando as vendas de bens não essenciais. Em contrapartida, duas classes apresentaram recuo: Educação, Leitura e Recreação (0,30% para ‑1,20%) e Comunicação (0,05% para ‑0,04%).
Essas quedas pontuais podem aliviar o orçamento de famílias com gastos nessas áreas, mas não compensam a pressão geral dos alimentos e transportes.
Construção civil: condutores elétricos em alta
Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve elevação de 0,50% no mês. Nesse indicador, o destaque de alta são os Condutores Elétricos, com variação acumulada de 23% em 12 meses. Esse aumento expressivo impacta diretamente construtoras, empreiteiras e lojas de material de construção, que precisam repassar ou absorver o custo. Para o setor da construção no noroeste paulista, que vive um momento de aquecimento, a alta dos condutores elétricos pode elevar o custo final de obras residenciais e comerciais.
A tendência é de que o INCC continue pressionado nos próximos meses, caso os preços de insumos básicos não recuem.
Acumulado e perspectivas
O IGP-10 acumula alta de 2,97% no ano e avanço de 3,29% em 12 meses. Esses números mostram que a inflação medida pelo índice está acima do centro da meta, o que pode influenciar as decisões de política monetária. Para empresários, é fundamental acompanhar a evolução do IGP-10, pois ele serve de referência para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e preços de insumos.
O período de coleta de preços para o indicador de setembro foi de 11 de agosto de 2026 a 10 de setembro de 2026. A fonte não detalhou projeções futuras, mas o cenário de pressão nas matérias-primas sugere cautela nos próximos meses.
Perguntas Frequentes
Qual foi a variação do IGP-10 em setembro de 2026?
O IGP-10 subiu 1,47% em setembro, após queda de 0,51% em agosto.
Quais fatores pressionaram a alta do IGP-10 em setembro?
A alta foi influenciada pelo aumento de 1,90% no IPA, com destaque para o custo de matérias-primas brutas que subiu 3,91%, refletindo incertezas climáticas e volatilidade nas commodities como o minério de ferro.
Quanto o IGP-10 acumula de alta no ano e em 12 meses até setembro?
O IGP-10 acumula alta de 2,97% no ano e avanço de 3,29% em 12 meses.



























