iFood Keeta: CEO acusa oferta predatória no Brasil

Crédito: Folha de S.Paulo
O CEO do iFood, Diego Barreto, acusou a plataforma concorrente Keeta de praticar preço predatório no mercado brasileiro de entrega de comida. A declaração foi feita em meio a uma disputa crescente entre as empresas, que disputam restaurantes, entregadores e consumidores. Segundo Barreto, a prática já é observada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Acusação de preço predatório
Em declaração, o executivo afirmou: “Isso é o que a gente chama de preço predatório. O Cade já está olhando para isso. Em todos os lugares que a Keeta passou pelo mundo, o Cade de cada local reagiu contra isso e criou orientações para coibir essa prática. É o que vai acontecer no Brasil invariavelmente”. A fala sugere que o iFood espera uma intervenção regulatória contra a rival.
Barreto não detalhou quais seriam as práticas específicas da Keeta que configurariam preço predatório, mas o termo geralmente se refere à venda de produtos ou serviços abaixo do custo para eliminar concorrentes. A acusação ocorre em um momento de forte competição no setor de delivery, que movimenta bilhões de reais no país.
Resposta da Keeta
Procurada, a Keeta rebateu as acusações e afirmou que o iFood tenta “impedir a concorrência” e que isso “mantém o mercado local refém de um serviço mais caro e de menor qualidade”. A empresa também declarou que o iFood usa de “uma estratégia clara” para manter sua “posição dominante no setor, atacando uma empresa entrante que se propõe a fomentar um mercado competitivo em benefício de todo o ecossistema de entrega de comida: restaurantes, entregadores parceiros e consumidores”.
A troca de acusações evidencia o acirramento da disputa entre as duas plataformas. Enquanto o iFood aponta conduta anticompetitiva da concorrente, a Keeta alega que a reação do líder de mercado visa proteger seu domínio e evitar a concorrência que poderia beneficiar o setor.
Investimentos bilionários do iFood
Em paralelo à polêmica, o iFood anunciou recentemente um investimento de R$ 24 bilhões no Brasil para o ciclo entre abril de 2026 e março de 2027. Segundo Barreto, o foco da empresa é investir em projetos de inteligência artificial e na expansão de categorias disponíveis na ferramenta.
O CEO detalhou: “Boa parte desse investimento vai para a consolidação do crescimento [das categorias] de mercado e farmácia e de uma aceleração muito forte em pet shop, presentáveis, bebidas e conveniência. As expectativas são muito positivas”. A declaração indica que o iFood busca diversificar sua atuação para além do delivery de refeições, o que pode impactar o varejo local e pequenos negócios.
Postura em contraciclo
Barreto também afirmou que a empresa não pensou em colocar um pé no freio nos aportes feitos para a operação no país. “Apesar das questões macro e microeconômicas do Brasil, eu [o iFood] estou num outro momento, estou num contraciclo”, disse. A fala sugere que, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, a companhia mantém planos agressivos de expansão.
Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, a disputa entre iFood e Keeta pode trazer reflexos diretos. A concorrência acirrada tende a pressionar comissões e taxas cobradas de restaurantes e mercados, além de influenciar a oferta de serviços de entrega na região. O desfecho do caso no Cade será decisivo para o equilíbrio do mercado.
Perguntas Frequentes
O que o CEO do iFood disse sobre a Keeta?
O CEO do iFood, Diego Barreto, acusou a Keeta de praticar preço predatório e afirmou que o Cade já está de olho na situação, prevendo que o órgão criará orientações para coibir essa prática no Brasil.
Qual foi a resposta da Keeta às acusações do iFood?
A Keeta afirmou que o iFood usa uma estratégia clara para manter sua posição dominante no setor, atacando uma empresa entrante que busca fomentar um mercado competitivo em benefício de restaurantes, entregadores e consumidores.
Quais são os planos de investimento do iFood no Brasil?
O iFood anunciou um investimento de R$ 24 bilhões no Brasil para o ciclo entre abril de 2026 e março de 2027, com foco em projetos de inteligência artificial e na expansão de categorias como mercado, farmácia, pet shop, presentes, bebidas e conveniência.



























