Exportação de carne bovina tem leve alta na terceira semana

Crédito: Farmnews
Os embarques de carne bovina do Brasil registraram uma leve recuperação na terceira semana de setembro de 2026, conforme dados divulgados pelo Farmnews. A média diária exportada no acumulado do mês até o dia 19 subiu para 10,02 mil toneladas métricas, ante 9,96 mil toneladas na parcial anterior. O movimento interrompeu, ainda que timidamente, a trajetória de queda observada no início do mês.
O levantamento considera 13 dias úteis de setembro. Nesse período, o volume total exportado somou 130,31 mil toneladas métricas. O número representa menos da metade do registrado em setembro de 2025, quando os embarques alcançaram 314,69 mil toneladas métricas.
Média diária reage após quedas iniciais
Nos primeiros quatro dias úteis de setembro, a média diária de embarque de carne bovina in natura havia ficado em patamar inferior ao observado posteriormente. Na segunda parcial do mês, os dados apresentaram nova queda, com média diária de 9,96 mil toneladas métricas. Já no acumulado até a terceira semana, o indicador avançou para 10,02 mil toneladas métricas, configurando a leve alta.
Apesar da retração na comparação anual, o desempenho atual supera o de agosto de 2026. Naquele mês, a média diária de embarque ficou pouco abaixo de 9,00 mil toneladas métricas. Assim, setembro caminha para encerrar com resultado superior ao mês anterior, mesmo ainda distante do volume de 2025.
Preço médio segue como destaque positivo
O valor médio da carne bovina exportada pelo Brasil continua em trajetória ascendente. No acumulado até a terceira semana de setembro, o preço atingiu US$6,28 por kg, acima dos US$6,21 por kg registrados até a semana anterior. O patamar também supera o praticado em agosto de 2026 e no mesmo período de 2025, quando a cotação foi de US$5,62 por kg.
Esse avanço no preço ocorre mesmo com a perda de ritmo nas vendas no acumulado do mês. Segundo o Farmnews, as vendas no varejo diminuíram em relação à semana anterior, refletindo no atacado, que recebeu menores pedidos de reposição. Ainda assim, a cotação da carne bovina não recuou e subiu em todos os setores.
Impacto para o interior paulista
Para empresários e produtores da região noroeste paulista, o cenário traz sinais mistos. A queda no volume exportado em relação a 2025 exige cautela, mas a recuperação da média diária e o preço firme podem sustentar a receita do setor. A valorização da carne no mercado internacional tende a compensar, em parte, a menor quantidade embarcada.
O agronegócio é um dos pilares da economia local, e as oscilações nas exportações impactam diretamente frigoríficos, transportadoras e comércio de insumos. A manutenção de preços elevados, mesmo com vendas menores, indica uma demanda externa ainda aquecida por proteína brasileira.
Mercado do boi gordo em foco
Em outro levantamento, o Farmnews atualizou os dados da variação do preço do boi gordo nos meses de setembro, entre 2010 e a parcial de 2026. A série histórica permite acompanhar o comportamento sazonal da arroba e sua relação com o desempenho das exportações.
Os números reforçam a importância de monitorar tanto o volume embarcado quanto os preços praticados. Para o empresariado regional, compreender essas dinâmicas é essencial para planejar compras, estoques e estratégias de venda no mercado interno e externo.
Perguntas Frequentes
Qual foi a média diária de exportação de carne bovina in natura do Brasil na terceira semana de setembro de 2026?
A média diária foi de 10,02 mil toneladas métricas, uma leve alta em relação à semana anterior (9,96 mil toneladas).
Como o preço médio da carne bovina exportada pelo Brasil se comportou na terceira semana de setembro de 2026?
O preço médio foi de US$6,28 por kg, acima dos US$6,21 por kg da semana anterior e também superior ao valor de US$5,62 por kg do mesmo período de 2025.
Qual foi o volume total exportado de carne bovina pelo Brasil nos 13 primeiros dias úteis de setembro de 2026?
O volume total foi de 130,31 mil toneladas métricas, menos da metade do observado em setembro de 2025 (314,69 mil toneladas).




























