Toyota retoma produção no Brasil após vendaval em SP

Crédito: UOL
Em 22 de setembro de 2025, um forte vendaval arrancou quase a totalidade do teto da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, interior de São Paulo. O incidente climático, com rajadas de vento de até 90 km/h segundo a Defesa Civil, deixou dez pessoas levemente feridas e interrompeu completamente a produção de veículos da montadora japonesa no Brasil por 42 dias. A retomada, no entanto, já é uma realidade: a empresa inaugurou uma unidade provisória e trabalha na reconstrução total da planta original, prevista para 2028.
Fábrica provisória assume produção de motores
A convite da Toyota, o UOL Carros visitou a nova fábrica de motores que substitui, temporariamente, a linha de produção destruída. Localizada também em Porto Feliz, a 11 km da planta principal, a unidade paralela iniciou as operações em 26 de janeiro com 373 funcionários. A empresa não detalhou o investimento feito na estrutura provisória nem os prejuízos causados pelo vendaval.
A produção de veículos foi retomada gradualmente em 3 de novembro de 2025 nas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, incluindo os modelos Corolla, Corolla Cross e Yaris para exportação. O lançamento do Yaris Cross, inicialmente previsto para outubro, foi adiado para novembro devido à paralisação. Enquanto isso, os propulsores 2.0 que equipam Corolla e Corolla Cross ainda vêm completamente montados do exterior.
Reconstrução da planta original até 2028
A fábrica destruída foi totalmente desmontada para ser reerguida do zero. Segundo a Toyota, a nova estrutura terá fundição 45% mais forte que a anterior. Apenas o piso original foi aproveitado, mas será expandido, pois a planta ocupará área maior — a empresa não informou o percentual de ampliação.
A intenção é retornar todos os equipamentos para voltar a montar os motores 2.0 em 2028. Em seguida, a previsão é que a fabricação do motor 1.5 retorne gradualmente ao local. Os custos da reconstrução integram o ciclo de investimentos de R$ 11,5 bilhões anunciado para o Brasil até 2030.
Impacto no setor automotivo e na economia regional
A paralisação de 42 dias afetou diretamente a cadeia produtiva do interior paulista, onde a Toyota mantém forte presença. Fornecedores de autopeças e prestadores de serviços de municípios como Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz sentiram o impacto da interrupção. A retomada gradual alivia a pressão sobre o emprego formal na região, que depende significativamente da indústria automotiva.
Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, o caso Toyota serve de alerta sobre a importância de planos de contingência para eventos climáticos extremos. A rápida instalação de uma unidade provisória demonstra resiliência operacional, mas também evidencia os custos elevados de reconstrução — que, no caso da montadora, estão diluídos em um ciclo bilionário de investimentos.
Lições para pequenas e médias empresas
Embora a escala da Toyota seja incomparável à realidade de PMEs, o episódio reforça a necessidade de seguros adequados, planos de continuidade e diversificação de fornecedores. Entidades como ACSP, CDL e Sebrae recomendam que empresas do interior paulista revisem suas estruturas físicas e contratos de cobertura para eventos climáticos, cada vez mais frequentes.
A reconstrução da fábrica de Porto Feliz, com fundição 45% mais resistente, indica uma tendência de adaptação da indústria às novas condições climáticas. Para o comércio e a indústria de Araçatuba e região, o exemplo mostra que investir em prevenção pode reduzir perdas e acelerar a retomada após desastres.
Perguntas Frequentes
Quando a Toyota retomou a produção de veículos no Brasil após o vendaval em Porto Feliz?
A produção foi retomada gradualmente em 3 de novembro de 2025, após 42 dias de interrupção total.
Onde está localizada a fábrica provisória de motores da Toyota e quando iniciou as operações?
A fábrica provisória fica em Porto Feliz, a 11 km da unidade principal, e iniciou operações em 26 de janeiro com 373 funcionários.
Quando a fábrica original de motores da Toyota em Porto Feliz deve voltar a operar?
A reconstrução total deve ser concluída em 2028, quando a produção dos motores 2.0 retornará ao local.



























