Eneva Itaú: acordo de R$ 1,77 bi em ações preferenciais

0
4
Eneva Itaú: acordo de R$ 1,77 bi em ações preferenciais

A Eneva e o Itaú Unibanco assinaram um novo acordo de investimento no valor de R$ 1,77 bilhão. O montante será usado para financiar parte do plano de expansão da companhia de energia. A transação, anunciada nesta semana, envolve a emissão de ações preferenciais de uma subsidiária da Eneva. O acordo reforça a parceria entre as duas empresas no setor elétrico.

Pelo acordo, o banco das famílias Setubal, Villela e Moreira Salles fará um aporte no Eneva III – um veículo que reúne as operações da empresa no Maranhão – passando a deter a totalidade das ações preferenciais desta subsidiária. A Eneva manterá o controle dos ativos com 100% das ações ordinárias. Além disso, terá uma opção de recompra das preferenciais exercível a seu exclusivo critério entre janeiro de 2031 e dezembro de 2032 – ou antes, sob determinadas circunstâncias.

Estrutura que funciona como empréstimo

Embora pareça uma transação de equity, a operação funciona como um empréstimo. O pagamento ocorre por meio da recompra futura das ações em condições pré-acordadas. A garantia é a participação nos ativos e os dividendos associados aos papéis preferenciais. Esse modelo permite à Eneva levantar recursos sem abrir mão do controle operacional.

Este tipo de transação já foi feito outras vezes entre Eneva e Itaú, e entre o banco e outras empresas de energia. A estrutura é comum no setor elétrico por aliar flexibilidade financeira e preservação da governança. A fonte não detalhou os termos exatos da recompra, mas destacou a previsibilidade para ambas as partes.

Parcerias anteriores com o setor elétrico

Neste ano, o Itaú assinou um acordo de investimento similar com a Energisa para um aporte de R$ 1,4 bilhão em subsidiárias do grupo. O banco também está concluindo uma transação com a Equatorial Energia envolvendo ações preferenciais da subsidiária de distribuição do grupo. O valor deste financiamento – aprovado no Cade semana passada – ainda não foi divulgado.

No caso da Eneva, o primeiro acordo de investimento com o Itaú foi firmado em 2023 e envolvia outra participação minoritária no Eneva III. A repetição do modelo indica confiança mútua e apetite do banco por ativos de energia. Para empresas do interior paulista, o movimento sinaliza a disponibilidade de capital estruturado para projetos de infraestrutura.

Destino dos recursos: Azulão II e leilão

Agora, na mais nova transação, os recursos serão usados para finalizar Azulão II, uma termelétrica de 590 MW em construção no Amazonas. Também serão aplicados em projetos contratados pela Eneva no leilão de capacidade de março. A companhia não detalhou a divisão exata dos valores entre os dois fins.

O investimento em geração termelétrica e em novos contratos de capacidade tem impacto direto na cadeia de fornecedores. Empresas de manutenção, logística e serviços especializados podem se beneficiar da demanda gerada por esses projetos. A expansão da Eneva também contribui para a segurança energética nacional, fator relevante para o planejamento de negócios.

Para o comércio e a indústria do noroeste paulista, a notícia reforça a tendência de investimentos em infraestrutura de energia. A disponibilidade de financiamento via instrumentos híbridos pode inspirar outras empresas do setor. A transação entre Eneva e Itaú demonstra a sofisticação do mercado de capitais brasileiro.

Perguntas Frequentes

Qual é o valor do novo acordo de investimento entre Eneva e Itaú Unibanco?

O novo acordo de investimento entre Eneva e Itaú Unibanco é no valor de R$ 1,77 bilhão para financiar parte do capex de expansão da Eneva.

O que o Itaú receberá em troca do aporte no Eneva III?

O Itaú fará um aporte no Eneva III, veículo que reúne as operações da Eneva no Maranhão, passando a deter a totalidade das ações preferenciais desta subsidiária.

Para quais projetos a Eneva usará os recursos do novo financiamento com o Itaú?

Os recursos serão usados para finalizar a termelétrica Azulão II, de 590 MW no Amazonas, e para projetos contratados pela Eneva no leilão de capacidade de março.

Fonte

Leave a reply