BB descarta dividendos extraordinários e revisa projeções

Crédito: Money Times
O Banco do Brasil (BBAS3) descartou o pagamento de dividendos extraordinários, conforme anunciou o diretor financeiro (CFO) Giovanne Tobias em coletiva com jornalistas. A decisão foi comunicada após o banco divulgar lucro de R$ 3,4 bilhões, uma queda de 52% em relação ao período anterior. Além disso, a instituição cortou o guidance (projeções) para o ano, refletindo um cenário econômico mais desafiador.
Descarte de dividendos extraordinários
A possibilidade de dividendos extraordinários havia sido levantada no terceiro trimestre de 2025. Na ocasião, Tobias afirmou que só teria clareza sobre esse pagamento ao final de 2026. No entanto, em declaração recente, o CFO descartou completamente a distribuição de proventos extraordinários, sem apresentar novos prazos ou condições para retomar o tema.
Revisão do guidance e metas
O Banco do Brasil também revisou suas projeções para o ano. Anteriormente, a instituição projetava lucrar entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Agora, a meta foi reduzida para uma faixa de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões. O custo de capital também foi ajustado, saindo da faixa de R$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões. Por outro lado, a margem financeira subiu de 4% a 8% para 7% a 11%.
Desempenho fraco no primeiro trimestre
Analistas já previam que o BB teria um primeiro trimestre tão fraco que corria o risco de não conseguir atingir seu guidance. De fato, o banco não conseguiu cumprir as projeções iniciais. Para Flavio Conte, analista da Levante, supondo um lucro líquido de R$ 18 bilhões em 2026 e um payout de 30%, o banco distribuiria R$ 5,4 bilhões, equivalente a R$ 0,9422 por ação, a ser pago durante 2026. O dividend yield seria de 4,5% em relação à cotação de fechamento de R$ 20,76.
Estratégias para melhorar rentabilidade
Uma das apostas do Banco do Brasil para mudar o jogo é melhorar a rentabilidade, principalmente nos segmentos de alta renda e no crédito consignado. O vice-presidente de gestão financeira do BB afirmou que a estratégia de crescimento em pessoa física é a melhor forma para melhorar a rentabilidade do banco. Ele destacou que o crédito consignado privado é um vetor de forte crescimento e que o foco em cartão de crédito deve ficar na alta renda. O banco reduziu muito o apetite no segmento de cartões para as pessoas físicas de menor renda.
Desafios no agronegócio e pessoa física
O agro ainda continua pressionado, segundo o banco. Além disso, o cenário para pessoas físicas está mais desafiador, principalmente em função do elevado endividamento das famílias. Esses fatores contribuíram para a decisão de descartar os dividendos extraordinários e revisar as projeções.
Perguntas Frequentes
O Banco do Brasil descartou o pagamento de dividendos extraordinários?
Sim, o CFO Giovanne Tobias descartou completamente o pagamento de dividendos extraordinários, possibilidade que havia sido levantada no terceiro trimestre de 2025.
Qual foi o lucro do Banco do Brasil no último trimestre e como isso afetou o guidance?
O banco divulgou lucro de R$ 3,4 bilhões, queda de 52%, e cortou o guidance, reduzindo a meta de lucro de R$ 22-26 bilhões para R$ 18-22 bilhões.
Quais são as estratégias do Banco do Brasil para melhorar a rentabilidade?
O banco aposta em melhorar a rentabilidade nos segmentos de alta renda e crédito consignado privado, além de reduzir o apetite em cartões para pessoas de menor renda devido ao elevado endividamento das famílias.



























