Lucro do Banco do Brasil cai 53,5% no 1T26 e ROE recua a 7,3%

Crédito: Seu Dinheiro
O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), uma queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 40,2% frente ao trimestre anterior. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, que previa lucro médio de R$ 3,425 bilhões. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROAE) despencou para 7,3%, recuando 9,4 pontos percentuais na comparação anual e 5,1 pontos ante o trimestre passado. Com isso, o piso do guidance para 2026 se transformou em teto, sinalizando um cenário mais desafiador.
Rentabilidade pressionada e menor entre pares
O ROAE de 7,3% coloca o Banco do Brasil com a menor rentabilidade entre os grandes bancos brasileiros. A queda expressiva reflete o aumento das provisões para devedores duvidosos (PDD), que saltaram 49,9% em relação ao 1T25, embora tenham caído 12,8% ante o 4T25, totalizando R$ 16,5 bilhões. O custo do crédito também avançou: 85,8% na base anual e 5% na comparação trimestral, alcançando R$ 18,86 bilhões. Esse cenário pressiona o resultado e reduz a capacidade de geração de lucro.
Inadimplência e risco de crédito em alta
O índice de atrasos acima de 90 dias avançou 1,41 ponto percentual na comparação com o 1T25, embora tenha apresentado leve retração de 0,12 ponto frente ao 4T25, para 5,05%. A CEO do banco, Tarciana Medeiros, afirmou que o lucro do primeiro trimestre evidencia a forte capacidade de geração de negócios do BB, mas também reflete um ambiente mais desafiador para o risco de crédito, com maior pressão especialmente na carteira de agronegócios. A declaração reforça a percepção de que a qualidade dos ativos segue sob vigilância.
Guidance 2026: piso vira teto
Diante dos números do 1T26, o piso do guidance estabelecido para 2026 se tornou o teto, indicando que as metas mais otimistas dificilmente serão alcançadas. O resultado pressionado, combinado com a alta da inadimplência e o aumento das provisões, sugere que o banco enfrentará desafios para manter a rentabilidade nos próximos trimestres. A fonte não detalhou se haverá revisão formal do guidance, mas o mercado já precifica um cenário mais conservador.
Impacto para investidores e economia local
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, especialmente de Araçatuba, Birigui e cidades vizinhas, o desempenho do Banco do Brasil sinaliza aperto no crédito e custos mais altos. Com o ROE em 7,3%, o banco tem menos espaço para oferecer linhas de financiamento competitivas, o que pode afetar o agronegócio local e o comércio. A piora na inadimplência também indica que consumidores e empresas estão com mais dificuldade para honrar compromissos, o que exige cautela na tomada de novos empréstimos.
Perguntas Frequentes
Qual foi o lucro líquido do Banco do Brasil no 1T26 e como ele se compara ao 1T25?
O lucro líquido recorrente foi de R$ 3,43 bilhões no 1T26, uma queda de 53,5% em relação ao 1T25.
O que aconteceu com o ROE do Banco do Brasil no 1T26?
O ROAE caiu para 7,3% no 1T26, uma redução de 9,4 p.p. na comparação anual e de 5,1 p.p. frente ao trimestre anterior.
Como está a inadimplência e as provisões do Banco do Brasil no 1T26?
O índice de atrasos acima de 90 dias subiu 1,41 p.p. em relação ao 1T25, para 5,05%, e as provisões para devedores duvidosos (PDD) saltaram 49,9% na base anual, totalizando R$ 16,5 bilhões.



























