IA acelera cortes de assistentes executivos em consultorias e bancos

0
7

O assistente executivo, figura tradicional em escritórios ao redor do mundo, está perdendo espaço para a inteligência artificial. Grandes consultorias, bancos e escritórios de advocacia estão cortando equipes de apoio e transferindo vagas para regiões de menor custo, impulsionados pelo avanço da IA. A operação da PwC nos Estados Unidos, por exemplo, demitiu cerca de 600 assistentes executivos, sinalizando uma mudança estrutural no mercado de trabalho corporativo.

Cortes na PwC e em outras consultorias

A PwC demitiu cerca de 600 assistentes executivos, recrutadores e outros funcionários de suporte em fevereiro. Os cortes ocorreram após meses de incerteza entre funcionários sem contato direto com clientes. Planos de reestruturação foram anunciados no ano passado na PwC, como parte de uma estratégia para reduzir custos e abrir espaço para a IA.

Além da PwC, empresas como McKinsey, EY, KPMG e Deloitte também reduziram equipes de apoio nos últimos 12 meses. McKinsey, Grant Thornton, Baker McKenzie e Clifford Chance seguiram o mesmo caminho, diminuindo suas forças de trabalho administrativo.

Bancos também eliminam funções de apoio

O setor bancário não ficou imune a essa tendência. O Standard Chartered planeja cortar cerca de 8 mil cargos em áreas corporativas nos próximos quatro anos. O CEO Bill Winters descreveu os cortes como ‘substituir, em alguns casos, capital humano de menor valor por capital financeiro e de investimento’. A declaração reflete a lógica por trás das demissões: substituir funções administrativas por tecnologia, incluindo IA, para aumentar a eficiência e a rentabilidade.

O que faz um assistente executivo?

Assistentes executivos administram agendas, cuidam de despesas e organizam viagens. Nos Estados Unidos, esses profissionais podem ganhar mais de US$ 100 mil por ano. No entanto, com o avanço da IA, tarefas como agendamento e gestão de despesas podem ser automatizadas, reduzindo a necessidade de mão de obra humana. A pressão por maior rentabilidade e a desaceleração da demanda por alguns serviços profissionais também têm impulsionado os cortes.

Fatores por trás das demissões

A desaceleração da demanda por serviços profissionais, a pressão por maior rentabilidade e o avanço da IA são os principais motores dos cortes. Alguns ex-funcionários acreditam que a preservação da remuneração dos sócios também foi um fator. O boom da consultoria no pós-pandemia perdeu força, levando as empresas a reavaliarem suas estruturas de custos.

A McKinsey se recusou a comentar, mas um porta-voz afirmou que a empresa trabalha para ‘melhorar a eficácia e a eficiência de nossas funções de suporte’ enquanto se ajusta a ‘um momento marcado pelos rápidos avanços da IA’.

O movimento de cortes em funções de apoio não se limita às grandes consultorias e bancos. Escritórios de advocacia e outras empresas de serviços também estão adotando medidas semelhantes. A tendência indica que a IA está remodelando o mercado de trabalho corporativo, substituindo funções administrativas e exigindo que profissionais se adaptem a novas realidades. Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a mensagem é clara: a automação e a IA não são mais uma promessa futura, mas uma realidade que já impacta o emprego formal e as estratégias de negócios.

Perguntas Frequentes

Quantos assistentes executivos a PwC demitiu nos Estados Unidos?

A PwC demitiu cerca de 600 assistentes executivos nos Estados Unidos em fevereiro, como parte de cortes que também incluíram recrutadores e outros funcionários de suporte.

Quais empresas de consultoria e bancos estão cortando funções de apoio devido à IA?

Além da PwC, empresas como McKinsey, EY, KPMG, Deloitte, Grant Thornton, Baker McKenzie e Clifford Chance reduziram equipes de apoio. No setor bancário, o Standard Chartered planeja cortar cerca de 8 mil cargos em áreas corporativas nos próximos quatro anos.

Por que as empresas estão cortando assistentes executivos e outras funções de apoio?

Os cortes são impulsionados pela desaceleração da demanda por serviços profissionais, pressão por maior rentabilidade, avanço da IA e, segundo alguns ex-funcionários, pela preservação da remuneração dos sócios. A McKinsey, por exemplo, citou a necessidade de se ajustar aos rápidos avanços da IA.

Fonte

Leave a reply