Déficit de mão de obra qualificada prejudica produtividade, diz analista

Crédito: CNN Brasil
O Brasil recuou sete posições e passou a ocupar o 65º lugar no ranking mundial de competitividade, que avaliou 70 economias. Esse é o pior patamar do país em anos recentes e reacendeu o debate sobre os fatores que afetam a competitividade nacional. Em entrevista à CNN, Gilvan Bueno, colunista do CNN Money, explicou os principais motivos por trás desse desempenho.
Os três eixos da competitividade
Segundo Bueno, a avaliação de competitividade considera três grandes eixos: ambiente institucional, ambiente econômico e ambiente estrutural. A pesquisa analisou a capacidade dos países de desenvolver projetos, atrair investimentos, encontrar mão de obra qualificada e oferecer um ambiente regulatório transparente e com segurança jurídica. Entre os principais problemas identificados, Gilvan Bueno destacou o déficit de profissionais qualificados.
Escassez de engenheiros compromete inovação
De acordo com dados da CNI citados por Bueno, o Brasil enfrenta escassez de 75 mil engenheiros. Essa falta de profissionais compromete a capacidade do país de participar das transformações econômicas ligadas à inteligência artificial. A indústria brasileira, nos últimos 25 anos, perdeu participação no PIB devido à dificuldade de atrair e reter talentos e investimentos quando falta mão de obra qualificada.
Investimento em educação é insuficiente
Atualmente, o Brasil destina 5% do PIB (cerca de R$ 540 bilhões) para educação. Bueno argumenta que esse percentual é insuficiente diante das dimensões do país. Para reverter o quadro, ele defende uma visão de médio e longo prazo, com aumento dos investimentos em educação e na formação de profissionais com conhecimento em matemática, como caminhos para melhorar produtividade e competitividade.
Exemplos de sucesso internacional
Os países que se destacaram no ranking foram Taiwan, Suíça e Singapura. Essas economias foram citadas como exemplos de alta capacidade produtiva para receber novos projetos. O analista conclui que o Brasil precisa de uma estratégia consistente para superar o déficit de mão de obra qualificada e recuperar posições no cenário global.
Perguntas Frequentes
Quantos engenheiros faltam no Brasil segundo dados da CNI?
Segundo dados da CNI citados por Gilvan Bueno, o Brasil enfrenta escassez de 75 mil engenheiros.
Qual é o percentual do PIB que o Brasil destina para educação atualmente?
O Brasil destina atualmente 5% do PIB, cerca de R$ 540 bilhões, para educação.
Quais países se destacaram no ranking mundial de competitividade?
Os países que se destacaram no ranking foram Taiwan, Suíça e Singapura.




























