BlackRock corta recomendação para emergentes, mas vê oportunidades no Brasil

Crédito: InfoMoney
Mudança na estratégia global
A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, com quase US$ 14 trilhões sob gestão, cortou sua recomendação para ações de mercados emergentes de “overweight” para neutra. A decisão reflete uma reavaliação do cenário global, mas não decorre de uma visão negativa sobre os emergentes. Segundo Axel Christensen, estrategista-chefe para a região, a mudança visa realizar parte dos lucros.
Apesar do corte, a BlackRock manteve a preferência pela América Latina. Christensen destacou que o Brasil, em particular, pode aproveitar seu tamanho e relevância em um contexto de maior fragmentação global.
Oportunidades em infraestrutura
Christensen ressaltou que o Brasil precisará de investimentos significativos para melhorar sua infraestrutura. Esse setor desempenha um papel importante na atração de investidores. A BlackRock enxerga “megaforças” no país, que podem gerar oportunidades de longo prazo para quem busca exposição a ativos brasileiros.
O estrategista também destacou que os desafios e oportunidades do Brasil dependem de decisões de política econômica. Uma das frentes é o crescimento. “As oportunidades estão claramente presentes. O desafio para o próximo governo será definir políticas capazes de impulsionar um crescimento econômico mais forte”, afirmou.
Política monetária e financiamento
Outra frente destacada é criar condições mais favoráveis de financiamento. Christensen mencionou o papel do Banco Central no controle da inflação. “Na medida em que o Banco Central continuar realizando o bom trabalho que vem desempenhando no controle da inflação, esperamos ver uma redução das taxas de juros, o que poderá facilitar o aumento dos investimentos, especialmente em infraestrutura”, disse.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista (Araçatuba, Birigui, Penápolis), as sinalizações da BlackRock indicam um ambiente de negócios mais favorável no médio prazo. A redução dos juros e o foco em infraestrutura podem estimular investimentos locais e melhorar a logística para o escoamento da produção agrícola e industrial.
Perspectivas para o Brasil
A BlackRock, ao reduzir a exposição geral a emergentes, mantém o olhar atento ao Brasil. Christensen reforçou que as oportunidades estão presentes, mas dependem de políticas econômicas consistentes. A gestora continuará monitorando o cenário fiscal e as reformas estruturais para ajustar suas alocações.
Para os investidores da região, a mensagem é de cautela, mas também de confiança nas potencialidades do país. A infraestrutura e o controle da inflação são pontos-chave para atrair capital estrangeiro e fomentar o crescimento econômico local.
Perguntas Frequentes
Por que a BlackRock cortou a recomendação para ações de mercados emergentes?
A BlackRock cortou a recomendação de ‘overweight’ para neutra, mas não por uma visão negativa; a estratégia foi realizar parte dos lucros, segundo o estrategista-chefe Axel Christensen.
O que são as ‘megaforças’ que a BlackRock cita no Brasil?
A BlackRock cita ‘megaforças’ no Brasil, destacando que o país pode aproveitar seu tamanho e relevância em um cenário de maior fragmentação global, conforme Axel Christensen.
Quais são os principais desafios e oportunidades para o Brasil segundo a BlackRock?
Segundo Christensen, as oportunidades estão presentes, mas o próximo governo precisará definir políticas para impulsionar o crescimento, melhorar a infraestrutura e criar condições favoráveis de financiamento, com expectativa de redução de juros pelo Banco Central.




























