PIB: estímulos do governo atenuarão desaceleração

Crédito: Folha de S.Paulo
Desempenho do PIB no Primeiro Trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. O resultado veio em linha com as projeções mais otimistas, impulsionado principalmente pela forte safra agrícola, que elevou a contribuição do setor agropecuário. Apesar do bom desempenho pontual, estimativas já indicavam perda de ritmo nos meses seguintes.
Sinais de Desaceleração no Segundo Trimestre
A economia brasileira dá sinais claros de desaceleração no segundo trimestre de 2026. Em maio, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou apenas 0,1% em relação a abril, reforçando a percepção de moderação gradual. Especialistas apontam a política monetária contracionista como a principal explicação para a perda de fôlego, com juros altos inibindo consumo e investimento.
Pacote de Estímulos do Governo
Diante da desaceleração, o governo federal ampliou um conjunto de medidas que somam mais de R$ 180 bilhões em 2026. O pacote, detalhado em levantamento da Folha, inclui:
- Linhas de crédito com juros subsidiados
- Renúncias fiscais
- Subvenções diretas
Na última quarta-feira (22), foi anunciado um reforço de R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento voltadas a empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. Os recursos são provenientes de sobras do programa Brasil Soberano 1 e de valores originalmente destinados à renegociação de dívidas rurais.
Efeito Atenuante, Mas Não Reversor
Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, as medidas conseguem amortecer a desaceleração, mas não geram um impulso surpreendente. Ele projeta avanço de apenas 0,5% para o PIB do segundo trimestre, evidenciando a perda de dinamismo. De forma geral, analistas acreditam que o pacote, lançado em contexto pré-eleitoral, atenuará a queda de ritmo, sem revertê-la. A continuidade dos juros altos — com a Selic em 14,25% ao ano após corte de 0,25 ponto em junho — permanece como o principal contrapeso.
Impacto nas Empresas
Para empresários das regiões de Araçatuba e noroeste paulista, o horizonte é misto. Linhas de financiamento com custo reduzido podem aliviar efeitos do tarifaço americano, enquanto a Selic elevada segue restringindo a demanda interna. A confiança do setor produtivo dependerá da capacidade do governo de equilibrar injeções de recursos com o controle da inflação. Por ora, os estímulos oferecem fôlego temporário para atravessar o período de menor crescimento.
Perguntas Frequentes
Qual foi o crescimento do PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2026?
O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado principalmente pela safra agrícola.
Quanto o governo está mobilizando em estímulos para atenuar a desaceleração econômica?
O governo mobiliza mais de R$ 180 bilhões neste ano, com linhas de crédito subsidiado, renúncias fiscais e subvenções. Um reforço recente adicionou R$ 18,5 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA.
Qual a expectativa para o PIB do segundo trimestre de 2026, segundo analistas?
O economista Rodolpho Sartori estima crescimento de apenas 0,5%, enquanto outros analistas afirmam que a economia brasileira dá sinais de desaceleração no período.




























