Milho futuro em Chicago despenca após USDA e testa mínimas

Crédito: Notícias Agrícolas
Os preços internacionais do milho futuro encerraram a quarta-feira (30) com fortes perdas na Bolsa de Chicago (CBOT), em um pregão marcado por uma brusca mudança de direção após a divulgação do relatório trimestral de estoques do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A virada derrubou as cotações, que passaram a testar mínimas desde o início do mês.
Antes da publicação dos números, os contratos ainda operavam no campo positivo. Segundo a Successful Farming, pouco antes das 9h no horário central dos Estados Unidos, o vencimento dezembro avançava 2,5 cents, cotado a US$ 5,24 por bushel.
A direção mudou completamente após o relatório. Os estoques norte-americanos vieram acima do esperado e provocaram uma rápida reprecificação das cotações ao longo da tarde.
Estoques acima do esperado derrubam cotações
O relatório do USDA surpreendeu o mercado ao apontar um volume de milho armazenado superior às projeções. Esse dado sinalizou uma oferta mais folgada do que se imaginava, pressionando os preços na CBOT. A reação foi imediata, com os contratos futuros revertendo os ganhos da manhã e aprofundando as perdas.
As perdas desta quarta-feira também aprofundaram o saldo negativo acumulado pelo milho ao longo de setembro. Na comparação com o fechamento de agosto, o dezembro/26 recuou 6,88%, o março/27 caiu 6,65%, o maio/27 perdeu 6,31% e o julho/27 acumulou baixa de 5,64%.
Esse movimento reflete a pressão contínua sobre os preços do cereal no mercado internacional, agora intensificada pelos números oficiais dos estoques americanos.
B3 acompanha queda e contratos recuam mais de 3%
Na Bolsa Brasileira (B3), os futuros do milho também trabalharam no campo negativo ao longo desta quarta-feira, acompanhando a forte pressão vinda de Chicago após a divulgação dos números do USDA. Os principais vencimentos registraram perdas expressivas, superiores a 2,4%.
O vencimento novembro/26 encerrou esta quarta-feira cotado a R$ 72,03, com queda de 3,04%; o janeiro/27 terminou a R$ 76,50, recuando 2,94%; o março/27 fechou a R$ 78,70, com perda de 3,16%; e o maio/27 foi negociado a R$ 77,24, com baixa de 2,47%.
No acumulado de setembro, a B3 também registrou perdas entre os contratos comparáveis ao fechamento de agosto. O janeiro/27 recuou 5,44%, o março/27 caiu 5,18%, o maio/27 perdeu 4,90%, o julho/27 acumulou baixa de 2,36% e o setembro/27 cedeu 2,23%.
Mercado físico brasileiro resiste à pressão externa
O movimento externo encontrou um mercado doméstico que já vinha marcado por baixa liquidez. Paulo Molinari, analista da Safras & Mercado, apontava um mercado lento, aparentemente abastecido e sem força nas exportações, além de destacar anúncios de importação de milho pelo Nordeste.
Assim, enquanto as bolsas reagiram imediatamente à mudança provocada pelo relatório norte-americano, o mercado físico brasileiro manteve maior resistência entre os vendedores e não reproduziu, até o momento, a mesma intensidade das perdas observadas nos futuros.
Essa diferença de comportamento indica que, no curto prazo, os produtores locais podem segurar as vendas à espera de melhores condições, enquanto os compradores avaliam o impacto da queda internacional nos preços internos.
Perguntas Frequentes
Por que o milho despencou na Bolsa de Chicago após o relatório do USDA?
Os estoques norte-americanos de milho vieram acima do esperado no relatório trimestral do USDA, provocando uma rápida reprecificação das cotações e revertendo o movimento positivo que ocorria antes da divulgação.
Qual foi a queda percentual do milho futuro na B3 em setembro?
Na B3, o contrato janeiro/27 recuou 5,44%, o março/27 caiu 5,18%, o maio/27 perdeu 4,90%, o julho/27 acumulou baixa de 2,36% e o setembro/27 cedeu 2,23% no acumulado de setembro.
Como o mercado físico brasileiro de milho reagiu à queda em Chicago?
O mercado físico brasileiro manteve maior resistência entre os vendedores e não reproduziu a mesma intensidade das perdas observadas nos futuros, apesar da baixa liquidez e dos anúncios de importação pelo Nordeste.



























