Ações de construtoras em juros altos: onde investir

Crédito: InfoMoney
O cenário de juros elevados no Brasil não afasta os investidores do setor de construção civil, mas direciona o olhar para segmentos específicos. De acordo com análises recentes, o segmento de baixa renda continua como preferência dos investidores. Essa percepção foi reforçada em encontros realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde o segmento de baixa renda dominou as discussões.
Baixa renda: o foco principal
O Itaú BBA destaca que o segmento de habitação de baixa renda continua como preferência dos investidores. Nos encontros, foram destacados nomes como Cury (CURY3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3). Essas empresas são apoiadas por resiliência operacional e fortes retornos ao acionista, características que as tornam atrativas mesmo em um ambiente de juros altos. A preferência por esse nicho reflete a busca por estabilidade e previsibilidade de resultados.
Oportunidades além da baixa renda
Apesar do foco no segmento de baixa renda, oportunidades de valuation chamam atenção em outras frentes do setor. No segmento de média e alta renda, a Cyrela (CYRE3) ganhou protagonismo. No entanto, a tese da Cyrela depende mais de reprecificação ligada ao cenário macroeconômico, o que a torna mais sensível às variações dos juros. Para investidores dispostos a assumir maior risco, a empresa pode representar uma aposta na recuperação econômica.
Desafios para MRV e Plano&Plano
Nem todas as construtoras despertam o mesmo entusiasmo. A MRV Engenharia (MRVE3) permanece fora do foco principal dos investidores devido à alavancagem e incertezas operacionais. Já a Plano&Plano (PLPL3) é vista como barata, mas ainda cercada de preocupações sobre execução e balanço. Esses casos mostram que, mesmo em um setor com oportunidades, a seletividade é essencial.
Valuation atrativo em meio à queda
As ações estão cerca de 30% abaixo dos picos recentes, o que abre margem para recuperação. O Safra projeta múltiplo preço sobre lucro ajustado de 5,4 vezes para 2027 e dividend yield estimado em 13%. Os níveis são considerados atrativos frente ao risco, indicando que, para quem busca retorno de longo prazo, o momento pode ser de entrada. Contudo, a fonte não detalhou quais empresas específicas estão nessa projeção.
Em suma, o mercado de construtoras em meio a juros altos exige cautela, mas oferece nichos promissores. O segmento de baixa renda lidera as preferências, enquanto oportunidades de valuation surgem em outras frentes. Para empresários e investidores da região noroeste paulista, acompanhar essas tendências pode ser crucial para decisões de investimento.
Perguntas Frequentes
Quais construtoras de baixa renda são destaque para investidores em meio a juros altos?
Cury (CURY3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3) são destacadas, apoiadas por resiliência operacional e fortes retornos ao acionista.
Por que a MRV Engenharia (MRVE3) não está no foco dos investidores atualmente?
A MRV permanece fora do foco principal devido à alavancagem e incertezas operacionais.
Qual é a projeção do Safra para o múltiplo preço sobre lucro e dividend yield das ações do setor?
O Safra projeta múltiplo preço sobre lucro ajustado de 5,4 vezes para 2027 e dividend yield estimado em 13%, considerados atrativos frente ao risco.




























