EUA e China lideram corrida global por fusão nuclear

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EUA e China lideram corrida global por fusão nuclear

Corrida pela fusão nuclear acelera

O mundo vive uma corrida pela liderança tecnológica da fusão nuclear, e Estados Unidos e China estão na dianteira. Os investimentos globais chegam a US$ 13 bilhões, com um salto de 30% no segundo semestre do ano passado. A Alemanha mira a tecnologia, mas ainda está atrás de outras potências.

A fusão nuclear é defendida por alguns como potencial fonte de energia massiva e livre de gases de efeito estufa. No entanto, a viabilidade econômica de uma eventual usina é incerta. Até 2050, o setor de energia de fusão poderia atingir um volume de mais de US$ 350 bilhões, estima a Agência Internacional de Energia (IEA).

Demanda por energia impulsiona busca

A demanda por energia cresce continuamente, impulsionada pela eletrificação da economia e pelos centros de dados para inteligência artificial. Nesse contexto, a fusão nuclear surge como alternativa promissora. Ao contrário da energia nuclear convencional, o risco de acidente na fusão é mais baixo, e os resíduos radioativos apresentam risco menor para a saúde humana e o meio ambiente.

Parte dos especialistas argumenta que mesmo um desenvolvimento tecnológico bem-sucedido não seria veloz o bastante para que a Europa alcance suas metas para proteger o clima. Apesar disso, o interesse privado e público na tecnologia continua crescendo.

Projetos estatais e iniciativa privada

Durante décadas, o foco no tema da fusão nuclear esteve principalmente em grandes projetos financiados pelo Estado, como o ITER. Trinta e cinco países participam da construção do ITER, incluindo os países da União Europeia, os Estados Unidos, a Rússia e a China. Desde o início das obras em 2007, os custos do ITER aumentaram enormemente, enquanto a conclusão foi repetidamente adiada. Atualmente, a entrada em operação do ITER está prevista para o período entre 2034 e 2036.

Paralelamente, a iniciativa privada ganha força. Atualmente, 77 companhias trabalham para levar a fusão nuclear à maturidade de mercado, segundo a F4E. A maioria das empresas de fusão (42) está nos Estados Unidos, contra 8 na China e 6 no Reino Unido. Na Alemanha, 4 startups se posicionam no mercado de fusão nuclear.

Investimentos concentrados nos EUA e China

Excluindo os fundos públicos, cerca de € 13 bilhões foram investidos até o fim de 2025 na pesquisa privada em fusão. A maior parte dos investimentos privados (53%) vai para empresas dos EUA e cerca de um terço para empresas chinesas. Esse fluxo de capital reflete a confiança no potencial da tecnologia, embora desafios técnicos e econômicos permaneçam.

A corrida global por fusão nuclear continua, com implicações para o futuro energético do planeta. Enquanto EUA e China lideram, outros países buscam se posicionar nesse mercado emergente.

Perguntas Frequentes

Quanto foi investido globalmente em fusão nuclear e qual foi o crescimento recente?

Os investimentos globais chegam a US$ 13 bilhões, com um salto de 30% no segundo semestre do ano passado. Excluindo fundos públicos, cerca de € 13 bilhões foram investidos até o fim de 2025 na pesquisa privada em fusão.

Quantas empresas de fusão nuclear existem atualmente e onde estão concentradas?

Atualmente, 77 companhias trabalham para levar a fusão nuclear à maturidade de mercado. A maioria (42) está nos Estados Unidos, contra 8 na China e 6 no Reino Unido. Na Alemanha, 4 startups se posicionam no mercado.

Qual é a previsão de entrada em operação do ITER e por que houve atrasos?

A entrada em operação do ITER está prevista para o período entre 2034 e 2036. Desde o início das obras em 2007, os custos aumentaram enormemente e a conclusão foi repetidamente adiada.

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