Diogo Guillen assume como economista-chefe do Itaú

Crédito: Brazil Journal
O Itaú anunciou a contratação de Diogo Guillen como seu novo economista-chefe. O profissional, que encerrou seu mandato como diretor de Política Econômica do Banco Central em dezembro, assumirá o comando da equipe de análise macro do banco em 1º de julho. Guillen substitui Mário Mesquita, que ocupou o cargo por quase uma década.
Trajetória no Banco Central
Diogo Guillen foi diretor de Política Econômica do BC, cargo que deixou em dezembro. Nos últimos meses, esteve em Stanford como visiting scholar. Antes de ingressar no BC, Guillen trabalhou como economista-chefe da Itaú Asset, o que demonstra sua familiaridade com a instituição.
Em novembro passado, Guillen participou de um seminário da FGV, onde falou sobre aprimoramentos na comunicação e no processo de tomada de decisões do Banco Central. Na ocasião, ele comentou o desalento interno no BC com relação às condições de trabalho, citando a perda de quadros técnicos e restrições financeiras. “Com dez anos sem concurso e sem ganho de renda, não precisa ser um ás de RH para imaginar como está a motivação no Banco Central”, afirmou. Guillen também mencionou que perseguiu o tema da autonomia financeira e administrativa do BC, mas sem sucesso.
Autonomia do BC emperrada
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da autonomia administrativa e financeira do Banco Central permanece travada no Senado. A proposta conta com oposição ferrenha do Governo. Guillen, que defendeu a medida durante sua gestão, não conseguiu avançar no tema.
Saída de Mário Mesquita
Mário Mesquita, que comandava a economia do Itaú há quase uma década, afirmou ao Brazil Journal: “O certo é que não vou parar de trabalhar”. Ele planeja atuar em macro e mercado após os meses de sabático. A transição ocorre em um momento de mudanças no mercado financeiro.
Diretoria vaga no BC
No Banco Central, a diretoria de Política Econômica, antes ocupada por Guillen, continua vaga. As nomeações para o BC não avançaram em meio ao troca-troca geral de cargos na Esplanada, devido às eleições que se aproximam. O presidente Lula estaria esperando a aprovação do Senado da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode estar atrasando as demais nomeações.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a mudança no comando da economia do Itaú pode trazer impactos indiretos. O banco é uma referência em projeções macroeconômicas que orientam decisões de investimento e crédito. Acompanhar as análises de Guillen será importante para entender o cenário econômico futuro.
Perguntas Frequentes
Quem é o novo economista-chefe do Itaú e quando ele assume?
Diogo Guillen será o novo economista-chefe do Itaú, assumindo o cargo em 1º de julho. Ele substitui Mário Mesquita, que ocupou o cargo por quase uma década.
Qual é a formação e experiência anterior de Diogo Guillen?
Diogo Guillen é formado em Economia pela PUC-Rio e tem PhD em Princeton. Antes de ser diretor de Política Econômica do Banco Central, ele trabalhou como economista-chefe da Itaú Asset.
Por que o cargo de Diogo Guillen no Banco Central continua vago?
A diretoria de Guillen no BC continua vaga porque as nomeações não avançaram devido ao troca-troca geral de cargos na Esplanada, em meio às eleições que se aproximam.


























