Dívida pública do Brasil deve atingir 115% do PIB em 2036, projeta IFI

Crédito: Poder360
A dívida pública do Brasil deve atingir 115% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2036, segundo projeção da Instituição Fiscal Independente (IFI). O alerta foi feito pelo diretor da IFI, Alexandre Andrade, que destacou os desafios fiscais que o próximo presidente da República terá de enfrentar.
Diretor da IFI alerta para desafios fiscais
Alexandre Andrade, diretor da Instituição Fiscal Independente, afirmou que o presidente eleito em 2026 terá de enfrentar discussões duras sobre as contas públicas. Segundo ele, a regra atual do arcabouço fiscal tende a perder força no próximo mandato presidencial, o que exigirá medidas mais rigorosas para equilibrar as finanças do país.
Andrade destacou que, mantidas as regras atuais, o país terá deficits primários recorrentes até 2036. “Hoje, o quadro fiscal brasileiro indica um crescimento das despesas que não consegue ser compensado pelo aumento das receitas”, disse o diretor. A declaração reforça a preocupação com a trajetória insustentável da dívida pública.
Despesas superam receitas no médio prazo
As projeções da IFI indicam que as despesas primárias devem atingir 19,2% do PIB em 2026 e chegar a 19,9% em 2032. Enquanto isso, a receita primária líquida deve cair de 18,9% do PIB em 2026 para 18,3% no médio prazo. A diferença entre gastos e arrecadação resulta em deficits constantes.
“Se o governo gasta mais do que arrecada, vai ter deficit. É isso que os números indicam”, afirmou Andrade. A situação é agravada pela tendência de crescimento das despesas acima da capacidade de aumento das receitas, o que pressiona o endividamento público.
Alívio temporário com alta do petróleo
Apesar do cenário preocupante, o diretor da IFI reconheceu que a alta do petróleo melhorou as projeções de arrecadação para 2026. Com isso, o governo deve cumprir a meta fiscal do ano com folga de R$ 18,2 bilhões acima do limite mínimo. Esse alívio, no entanto, é pontual e não altera a trajetória de longo prazo.
Andrade ressaltou que a melhora na arrecadação não resolve os problemas estruturais das contas públicas. A dependência de fatores externos, como o preço do petróleo, mostra a fragilidade do ajuste fiscal.
Cenário macroeconômico e perspectivas
A IFI projeta crescimento do PIB de 2% em 2026 e de 1,8% em 2027. A inflação deve fechar este ano em 5%, acima da meta. Já a taxa Selic deve encerrar 2026 em 14% ao ano e recuar para 12% em 2027. Esses números indicam um ambiente de juros elevados e crescimento moderado, o que dificulta a redução da dívida.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, o cenário de endividamento público e juros altos pode impactar o crédito e os investimentos. A IFI reforça que, sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com deficits e aumento da dívida, exigindo atenção dos agentes econômicos locais.
Perguntas Frequentes
Qual será o percentual da dívida pública do Brasil em relação ao PIB em 2036, segundo a IFI?
Segundo a IFI, a dívida pública do Brasil será de 115% do PIB em 2036.
O que a IFI projeta para as despesas primárias e receita primária líquida até 2032?
As despesas primárias devem atingir 19,2% do PIB em 2026 e chegar a 19,9% em 2032, enquanto a receita primária líquida deve cair de 18,9% do PIB em 2026 para 18,3% no médio prazo.
Qual é a projeção da IFI para a taxa Selic em 2026 e 2027?
A taxa Selic deve encerrar 2026 em 14% ao ano e recuar para 12% em 2027.




























