Eleições Brasil 2026: ADRs disparam no pré-mercado de NY

Crédito: Valor Econômico
Os ativos brasileiros registram forte alta no pré-mercado em Nova York nesta segunda-feira, primeiro dia de negócios após o primeiro turno das eleições. O movimento reflete a reação imediata dos investidores ao resultado que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos. A disparada dos recibos de ações e do principal fundo de índice brasileiro negociado nos Estados Unidos sinaliza otimismo com o cenário político e econômico do país.
Por volta das 11h40, o EWZ, fundo que acompanha as ações brasileiras em Nova York, subia 12,28%, cotado a US$ 42,88. Vale destacar, no entanto, que o desempenho do EWZ também incorpora o efeito do câmbio, de modo que sua alta não se traduz necessariamente em um avanço da mesma magnitude da bolsa brasileira. Ainda assim, o movimento é expressivo e chama a atenção de analistas e investidores globais.
Bancos e estatais lideram ganhos expressivos
Entre os recibos de ações de empresas brasileiras negociados em Nova York, os destaques são os bancos e a Petrobras. Os ADRs da Petrobras ON avançavam 10,16%, a US$ 23,85, refletindo a expectativa de continuidade de políticas favoráveis ao setor de energia. Os recibos do Itaú subiam 15,02%, a US$ 9,88, enquanto o Bradesco disparava 18,61%, a US$ 4,32, liderando os ganhos entre os grandes bancos.
O desempenho das instituições financeiras sugere que os investidores veem com bons olhos a possibilidade de uma agenda econômica mais liberal. Além disso, a Ambev avançava 8,69%, a US$ 3,25, e a Vale registrava alta de 1,74%, a US$ 14,00. A Gerdau também subia 3,59%, a US$ 5,19, em um movimento generalizado de valorização dos ativos brasileiros no exterior.
Fintechs e corretoras disparam no pré-mercado
As empresas de tecnologia financeira e corretoras listadas nos Estados Unidos também apresentaram ganhos significativos. As ações da XP avançavam 31,81%, a US$ 28,34, enquanto o PagBank subia 22,17%, a US$ 11,02. A Stone registrava alta de 23,56%, a US$ 11,80, e o Nubank avançava 14,04%, a US$ 15,32. O Inter também subia 23,18%, a US$ 6,75.
Esses números indicam que o setor financeiro como um todo está sendo beneficiado pela expectativa de mudanças na condução da economia. Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, o movimento pode sinalizar um ambiente de negócios mais favorável, com possível redução de juros e maior acesso ao crédito no médio prazo.
Múltiplos da bolsa podem se aproximar de 11 vezes
Atualmente, o índice negocia a 8,8 vezes o lucro projetado, mas o banco J.P. Morgan avalia que esse múltiplo pode se aproximar de 11 vezes. Segundo a instituição, nos últimos cinco anos, a bolsa brasileira só alcançou múltiplos de dois dígitos no início deste ano, impulsionada por entradas recordes de recursos. A expectativa de reavaliação dos ativos brasileiros reflete a confiança dos investidores na retomada do crescimento econômico.
Para o comércio e a indústria do interior de São Paulo, a alta dos ativos no exterior pode se traduzir em melhores condições de financiamento e maior confiança do consumidor. A região de Araçatuba, com forte presença de pequenas e médias empresas, pode se beneficiar de um ciclo de investimentos mais robusto, caso o otimismo se confirme nos próximos meses.
Impacto no câmbio e na economia local
Embora a alta do EWZ incorpore o efeito cambial, a valorização dos recibos de ações brasileiras em dólar sugere que o real pode se fortalecer frente à moeda americana. Um real mais forte tende a reduzir custos de importação e pressionar a inflação para baixo, o que pode beneficiar diretamente os empresários que dependem de insumos estrangeiros. Por outro lado, exportadores podem sentir impacto negativo na competitividade.
Para os comerciantes de Araçatuba e região, a estabilidade cambial e a possível queda dos juros são fatores que estimulam o consumo e o investimento. A Associação Comercial e Industrial de Araçatuba (ACIA) acompanha atentamente os desdobramentos do cenário político e econômico, orientando seus associados sobre as melhores estratégias para aproveitar o momento.
O que esperar dos próximos dias
A reação do mercado no pré-mercado de Nova York é um termômetro importante, mas ainda é cedo para cravar tendências de longo prazo. Os investidores devem monitorar os próximos passos da campanha eleitoral e as sinalizações dos candidatos sobre política econômica. A volatilidade pode permanecer elevada até a definição do segundo turno.
Para as empresas do noroeste paulista, a recomendação é manter o planejamento financeiro em dia e avaliar oportunidades de expansão com cautela. A alta dos ativos brasileiros no exterior reflete expectativas, mas a concretização dessas expectativas dependerá da implementação de reformas e da estabilidade política nos próximos anos.
Perguntas Frequentes
Por que os ADRs e ações brasileiras dispararam no pré-mercado de NY após o 1º turno?
Os ativos brasileiros dispararam no pré-mercado em Nova York após o primeiro turno das eleições, com o EWZ subindo cerca de 13%, refletindo a reação positiva dos investidores ao resultado eleitoral.
Quais ADRs de empresas brasileiras tiveram as maiores altas no pré-mercado de NY?
As ações da XP avançaram 31,81%, Stone 23,56%, Inter 23,18%, PagBank 22,17%, Bradesco 18,61%, Itaú 15,02% e Nubank 14,04%, entre outras.
Qual foi o desempenho do EWZ no pré-mercado de NY após o 1º turno?
O EWZ, fundo que acompanha as ações brasileiras em Nova York, subia 12,28% por volta das 11h40, a US$ 42,88, embora parte dessa alta reflita também o efeito do câmbio.




























