Estadão capta R$ 142 milhões com gestora investigada pela Polícia Federal

Crédito: Metrópoles
O jornal O Estado de S. Paulo captou R$ 142,5 milhões no mercado por meio de duas emissões de debêntures, em março e maio de 2024. O objetivo é tentar salvar a empresa de uma situação de insolvência.
A operação foi administrada pela gestora Trustee DTVM, de Maurício Quadrado. A decisão de contratar a Trustee foi tomada em reunião da Assembleia Geral Extraordinária do Estadão, presidida por Francisco Mesquita Neto, conforme ata datada de 25 de março de 2024.
Detalhes da captação financeira
A empresa acumula um prejuízo de R$ 159 milhões. Para enfrentar essa crise, realizou duas emissões de debêntures:
- Março de 2024: primeira emissão de R$ 45 milhões.
- Maio de 2024: segunda emissão de R$ 97,5 milhões.
Essa movimentação financeira totaliza R$ 142,5 milhões e reflete um esforço significativo para reestruturar as finanças da empresa.
Polêmicas envolvendo a gestora Trustee DTVM
Investigações da Polícia Federal
Maurício Quadrado, responsável pela Trustee, é investigado pela Polícia Federal em diversos casos. Entre eles:
- Suspeita de lavagem de dinheiro do Banco Master.
- Envolvimento em um esquema de ocultação de dinheiro oriundo da adulteração de combustíveis, operado inclusive por integrantes do PCC.
Ele já teve bens bloqueados em função de investigação que apurava pagamento de propina a funcionários da Caixa.
Quem são os investidores?
A ata da Assembleia Geral Extraordinária de 15 de maio revela os aportes:
- Santalice Administração Ltda. (do grupo Cutrale): R$ 15 milhões na modalidade DPL (Debênture de Projeto de Longo Prazo).
- Província Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (gerido pela Galápagos Capital): R$ 82,5 milhões. Entre os donos estão Carlos Fonseca (ex-sócio de André Esteves no BTG) e Marco Bologna.
Contexto empresarial e financeiro
Esta operação ilustra como empresas tradicionais podem recorrer a captações de mercado para enfrentar crises financeiras. O uso de debêntures, como as DPL, pode ser uma ferramenta para projetos de longo prazo.
A situação do Estadão ressalta a importância de uma gestão financeira cautelosa e transparente em qualquer setor.
Impactos no cenário de negócios
Operações como essa podem influenciar o ambiente de investimentos. A participação de grupos consolidados e fundos especializados mostra como investidores diversificam portfólios, mesmo em setores em dificuldade.
Empresários podem observar essas estratégias para avaliar opções de financiamento, sempre priorizando a due diligence para mitigar riscos.
Perguntas Frequentes
Quanto dinheiro o Estadão captou recentemente e por quê?
O Estadão captou R$ 142,5 milhões através de duas emissões de debêntures (março e maio de 2024). O objetivo é salvar os cofres da empresa, que acumula prejuízo de R$ 159 milhões.
Qual gestora o Estadão contratou e qual é a polêmica envolvida?
O Estadão contratou a Trustee DTVM, de Maurício Quadrado. A gestora e seu responsável são investigados pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro do Banco Master e por esquema de ocultação de recursos da adulteração de combustíveis.
Quem foram os investidores que aportaram recursos?
Os aportes vieram de:
- Santalice Administração Ltda. (grupo Cutrale): R$ 15 milhões.
- Fundo Província (gerido pela Galápagos Capital): R$ 82,5 milhões.

























