Häagen-Dazs Brasil deixa o país após quase 30 anos

Crédito: Forbes Brasil
Häagen-Dazs Brasil deixa o país após quase 30 anos
A Häagen-Dazs deixará de ser vendida no Brasil após quase 30 anos. A decisão é da General Mills, empresa que detém a marca, e está ligada à venda da operação brasileira para a 3corações, negócio de R$ 800 milhões. Ademais, a mudança integra uma reformulação de portfólio iniciada em março.
Reformulação de portfólio
A General Mills determinou o fim da comercialização do sorvete no país. A saída da marca está atrelada à venda da operação brasileira da companhia para a 3corações, transação de R$ 800 milhões. Assim sendo, esse acordo faz parte de um processo mais amplo de reformulação de portfólio, iniciado em março. Todavia, a fonte não detalhou todos os termos do negócio nem o cronograma de transição.
Com essa decisão, a Häagen-Dazs encerra sua participação no mercado nacional. A operação brasileira foi vendida para a 3corações; no entanto, a fonte não especificou como a nova gestão conduzirá as atividades. Além disso, a General Mills também não informou se outros produtos da empresa no Brasil serão afetados. Dessa forma, a decisão põe fim a uma presença que começou no fim dos anos 1990.
Quase 30 anos de história
A trajetória da Häagen-Dazs no Brasil começou em 1997, quando a marca chegou ao país. Em seguida, a primeira loja foi inaugurada em 1998, na capital paulista, e as unidades físicas permaneceram em operação até meados de 2017. Ao longo desse período, a marca conquistou espaço no mercado de sorvetes premium.
Depois de encerrar as lojas próprias, a empresa passou a vender seus produtos exclusivamente no varejo. Dessa forma, a marca continuou presente nos pontos de venda até a decisão atual. Agora, após quase três décadas, a Häagen-Dazs deixa definitivamente o mercado brasileiro.
Marca conhecida no mundo
A presença global da Häagen-Dazs é expressiva. Por exemplo, de acordo com dados oficiais da General Mills, o sorvete é vendido em mais de 90 países, e a marca mantém lojas físicas em pelo menos 40 deles.
Nos Estados Unidos, o reconhecimento é ainda mais evidente. Segundo a Statista, 84% dos americanos conhecem a marca. No ranking de awareness, contudo, a Häagen-Dazs fica atrás de concorrentes como Breyers (86%), Baskin Robbins (86%), Ben & Jerry’s (89%) e Dairy Queen (92%).
Setor de sorvetes no Brasil
O setor de sorvetes no Brasil apresenta números robustos. Conforme a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS), o faturamento ultrapassa R$ 15 bilhões em 2025. Além disso, o país conta com cerca de 11 mil empresas no setor, das quais 92% são micro e pequenas.
O consumo per capita de sorvete é de 5,4 litros por ano, e o setor gera mais de 300 mil empregos diretos e indiretos. Sobretudo, no verão 2024/2025, as vendas registraram alta de até 50% em determinados períodos, segundo a ABIS.
O crescimento foi impulsionado pelo clima e pelo lançamento de produtos. Mesmo com a saída de uma marca internacional, o mercado segue aquecido. A General Mills, no entanto, não detalhou os desdobramentos da mudança para o setor.
Com a aquisição da operação brasileira da General Mills, a 3corações passa a ser peça-chave nesse cenário. A fonte, por outro lado, não detalhou como a transação afetará consumidores e comerciantes locais.
Perguntas Frequentes
Por que a Häagen-Dazs vai deixar de ser vendida no Brasil?
A Häagen-Dazs deixará de ser vendida no Brasil após uma decisão da General Mills, dona da marca, como parte de uma reformulação de portfólio. Ou seja, a saída está ligada à venda da operação brasileira da companhia para a 3corações, negócio avaliado em R$ 800 milhões.
Há quanto tempo a Häagen-Dazs estava no Brasil e quando teve lojas físicas?
A Häagen-Dazs foi vendida no Brasil por quase 30 anos, tendo chegado ao país em 1997. Em seguida, a primeira loja foi aberta em 1998, em São Paulo, e a marca teve lojas físicas até meados de 2017.
Qual é o tamanho do mercado de sorvetes no Brasil?
O setor de sorvetes no Brasil fatura mais de R$ 15 bilhões em 2025, segundo a ABIS. O país reúne cerca de 11 mil empresas no setor, das quais 92% são micro e pequenas, e o consumo per capita é de 5,4 litros por ano, gerando mais de 300 mil empregos.




























