Pix bate recorde, mas inadimplência das famílias segue alta

Crédito: Veja
O Brasil nunca teve tantas opções para realizar pagamentos, mas a facilidade de transferir dinheiro não significa necessariamente que as contas estejam sendo pagas em dia. Em setembro de 2026, o Pix ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves cadastradas, um recorde que evidencia a popularização do sistema. No entanto, quase 30% das famílias seguem com contas atrasadas, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC.
A contradição entre a expansão dos meios de pagamento e a persistência da inadimplência desafia empresas de todos os portes, especialmente as que dependem de recebimentos recorrentes.
Recorde do Pix não elimina atrasos
O Pix consolidou-se como uma ferramenta essencial no cotidiano financeiro do brasileiro, mas o volume de chaves cadastradas não reflete a pontualidade nos pagamentos. A diversificação também aparece nas transações com cartões, que movimentaram 2,3 trilhões de reais no primeiro semestre deste ano, crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da popularização do Pix, modalidades como cartão de crédito, boleto e débito automático continuam presentes na rotina financeira dos consumidores. O problema é que a ampliação das alternativas não elimina as dificuldades financeiras das famílias.
Inadimplência exige abordagens distintas
A inadimplência pode ocorrer por diferentes razões, que vão desde o esquecimento de um vencimento ou uma falha na transação até a falta de recursos disponíveis. Embora essas situações produzam o mesmo resultado para a empresa, a ausência do pagamento, elas exigem abordagens distintas. Para as empresas, a dificuldade também está em acompanhar diferentes modalidades de pagamento, datas de vencimento e tentativas de cobrança. Sem uma gestão integrada, o processo pode gerar contatos repetitivos, aumentar os custos operacionais e dificultar a previsão de entrada de recursos no caixa.
Empresas recorrem à inteligência artificial
Apesar da expansão dos meios de pagamento, empresas enfrentam dificuldades para receber em dia e recorrem à inteligência artificial para melhorar a cobrança. Para empresas que dependem de pagamentos recorrentes, como instituições de ensino, seguradoras, financeiras e companhias do setor imobiliário, esse cenário exige mais do que disponibilizar diferentes formas de quitar uma cobrança. É necessário identificar os motivos que levaram ao atraso e encontrar maneiras de recuperar os valores sem comprometer a relação com os clientes.
A Toku defende que a combinação de diferentes meios de pagamento com ferramentas de análise de dados pode ajudar as empresas a identificar obstáculos e tornar os recebimentos mais previsíveis.
Impacto no comércio do interior paulista
Para o comércio de Araçatuba e região noroeste paulista, a inadimplência elevada representa um desafio direto ao fluxo de caixa. Empresários locais, muitos dos quais dependem de vendas parceladas e boletos, precisam lidar com atrasos que afetam o planejamento financeiro. O tempo médio de atraso nos pagamentos chegou a 65,3 dias em setembro, embora o percentual de famílias inadimplentes tenha recuado em relação a agosto. Ainda assim, a recuperação de valores exige estratégias que vão além da simples cobrança, incorporando tecnologia e análise de dados para reduzir perdas.
Gestão de recebíveis como prioridade
O desafio das empresas permanece ligado à gestão dos recebíveis e à capacidade de lidar com consumidores que enfrentam dificuldades para manter suas contas em dia. A adoção de ferramentas de inteligência artificial pode auxiliar na identificação de padrões de inadimplência e na personalização das abordagens de cobrança. Para os negócios da região, investir em soluções integradas de pagamento e cobrança pode ser um diferencial competitivo.
A fonte não detalhou quais setores específicos do interior paulista apresentam maior índice de atraso, mas o cenário nacional indica a necessidade de atenção redobrada.
Perguntas Frequentes
Qual foi o recorde do Pix em setembro de 2026?
Em setembro de 2026, o Pix ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves cadastradas.
Qual é o percentual de famílias com contas atrasadas no Brasil?
Quase 30% das famílias seguem com contas atrasadas, conforme indicado no título da notícia.
Qual foi o tempo médio de atraso nos pagamentos em setembro, segundo a Peic?
O tempo médio de atraso nos pagamentos chegou a 65,3 dias em setembro, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC.




























