Robô de construção promete acelerar obras e moradias

Crédito: CPG Click Petróleo e Gás
Um novo equipamento de alvenaria promete transformar a rotina em canteiros de obras ao automatizar o assentamento de tijolos e utilizar adesivo no lugar do cimento. O sistema, conhecido como WLTR, trabalha a partir de projetos digitais e posiciona blocos com sensores, podendo aplicar espuma adesiva Porotherm Dryfix no lugar da argamassa tradicional. A tecnologia surge como alternativa para elevar a produtividade em obras e projetos habitacionais, em um contexto de busca por mais eficiência no setor da construção civil.
Como o robô executa a alvenaria
Antes do assentamento, o robô utiliza referência a laser para localizar a parede e acompanhar seu alinhamento. O braço mecânico retira as peças do palete, aplica o material de união e repete o ciclo conforme o modelo digital definido para a estrutura. Uma diferença importante está no material usado entre os blocos: o sistema pode aplicar espuma adesiva Porotherm Dryfix, distribuída automaticamente sobre as peças, substituindo a argamassa convencional nessa configuração de alvenaria.
Essa abordagem dispensa o uso de cimento e água para a mistura, o que pode reduzir etapas e resíduos no canteiro.
A documentação técnica do equipamento indica que ele trabalha com um operador e um profissional de apoio, responsável pelo abastecimento dos materiais e por atividades que permanecem fora do alcance da máquina. O abastecimento continua sob responsabilidade de pessoas: quando um palete termina, o profissional de apoio retira a estrutura vazia e coloca outro conjunto de blocos na posição necessária, além de realizar tarefas que a máquina não executa durante o levantamento da parede.
Produtividade e comparação com pedreiros
A afirmação de que o robô substitui cinco pedreiros e um ajudante por hora se refere à capacidade produtiva do equipamento no assentamento de alvenaria, e não à substituição de todos os profissionais necessários para construir uma edificação. Essa divisão delimita o alcance da comparação: a operação exige projeto digital adequado, blocos preparados para automação, energia, água e espaço para movimentação, além da equipe responsável pelo acompanhamento do robô. Esses requisitos constam da documentação técnica e condicionam o uso do equipamento nos diferentes tipos de obra.
Portanto, apesar da produtividade atribuída ao sistema, a operação ainda exige profissionais para supervisionar e apoiar o trabalho. A comparação de produtividade não significa um canteiro sem trabalhadores, mas sim uma reorganização das funções, com a máquina assumindo tarefas repetitivas e os humanos focando em atividades complementares.
Impacto para o setor da construção
A promessa de acelerar a construção de mais de 1 milhão de moradias chama atenção para o potencial de ganho de escala em projetos habitacionais. Para empresários e profissionais do setor, a tecnologia pode representar uma oportunidade de reduzir prazos e custos com mão de obra intensiva, desde que haja infraestrutura adequada e treinamento para operação. No interior paulista, onde a construção civil é um motor importante da economia local, a adoção de robôs de alvenaria pode influenciar a competitividade de construtoras e incorporadoras.
Entretanto, a fonte não detalhou o custo de aquisição ou locação do equipamento, nem o retorno sobre investimento esperado. Também não foram fornecidos dados sobre a disponibilidade comercial no Brasil ou sobre a adaptação a blocos cerâmicos comuns, já que o sistema parece otimizado para blocos específicos compatíveis com a espuma adesiva.
Perspectivas e limitações
O uso de robôs na construção civil ainda enfrenta desafios como a necessidade de projetos digitais precisos, fornecimento constante de energia e água, e espaço físico para movimentação do braço mecânico. Além disso, a dependência de blocos preparados para automação pode limitar a aplicação em obras com materiais convencionais. Ainda assim, a tecnologia abre caminho para uma industrialização maior do setor, com potencial de reduzir desperdícios e aumentar a previsibilidade das etapas.
Para o comércio de materiais de construção da região noroeste paulista, a disseminação desse tipo de equipamento pode alterar a demanda por insumos: a espuma adesiva, por exemplo, pode ganhar espaço em relação à argamassa tradicional, enquanto blocos com tolerâncias dimensionais mais rígidas podem se tornar mais procurados. A fonte não detalhou prazos para chegada ao mercado nacional, mas a tendência de automação na construção civil é observada globalmente.
Perguntas Frequentes
O robô de construção realmente substitui 5 pedreiros e 1 ajudante por hora?
Sim, de acordo com a afirmação de Telensky, a capacidade produtiva do robô no assentamento de alvenaria equivale a 5 pedreiros e 1 ajudante por hora, mas isso não significa a substituição de todos os profissionais da obra, pois ainda são necessários um operador e um profissional de apoio.
Qual material o robô usa no lugar do cimento?
O robô pode usar espuma adesiva Porotherm Dryfix, distribuída automaticamente sobre os blocos, substituindo a argamassa convencional nessa configuração de alvenaria.
O robô de construção elimina completamente a necessidade de trabalhadores humanos?
Não, a operação ainda exige um operador e um profissional de apoio para abastecimento de materiais e tarefas que a máquina não executa, como retirar paletes vazios e colocar novos blocos.




























