Uber demite 10% do quadro, maior corte desde a pandemia

Crédito: InfoMoney
A Uber Technologies anunciou nesta quarta-feira a demissão de cerca de 3.300 funcionários, o equivalente a 10% do seu quadro de pessoal. Este é o maior corte desde o início da pandemia de Covid-19. A medida, segundo o presidente-executivo, visa lidar melhor com o crescimento dos robotáxis que ameaçam o negócio da empresa.
Os cortes devem achatar níveis hierárquicos de gestão, conforme comunicado do CEO. A empresa busca uma estrutura mais enxuta para enfrentar os desafios do mercado. A decisão reflete a pressão por eficiência diante da concorrência crescente.
Robotáxis pressionam modelo de negócio
Parte da preocupação surge de relatos da crescente tensão entre a Uber e a Waymo, a maior operadora de robotáxis dos EUA. A Waymo utiliza o aplicativo da Uber para operar seus carros em Austin e Atlanta. No entanto, a Waymo também tem se expandido para novos mercados sem a Uber.
Rivais como a Tesla intensificam seus investimentos em robotáxis, alimentando temores de que uma frota crescente de carros autônomos possa corroer o lucrativo papel da Uber como intermediária entre veículos e passageiros. Para defender sua posição, a Uber planeja investir mais de US$10 bilhões em robotáxis nos próximos anos, apoiando as empresas que desenvolvem sistemas de direção autônoma e se posicionando como um mercado de referência para viagens sem motorista.
Concorrência no delivery e custos de IA
No segmento de entregas, DoorDash, Instacart e as plataformas de entrega locais têm pressionado o Uber Eats. Para ganhar escala e competir melhor, a empresa recorreu a acordos como a aquisição da Delivery Hero, avaliada em US$14,8 bilhões. A fonte não detalhou o impacto dessas operações no quadro de funcionários.
De acordo com reportagens veiculadas pela mídia, a empresa também está enfrentando dificuldades com os custos da IA, depois que os funcionários utilizaram todo o orçamento de 2026 destinado à tecnologia em apenas quatro meses. Esse cenário pode ter contribuído para a necessidade de redução de despesas.
Impacto no trabalho remoto e histórico
A empresa também limitará as funções totalmente remotas a cerca de 1% dos funcionários, mantendo a política de três dias de trabalho presencial no escritório. A mudança visa aumentar a colaboração e a produtividade, segundo a companhia.
As demissões em massa, divulgadas inicialmente pela Bloomberg News, são as maiores da Uber desde maio de 2020, quando um colapso na demanda causado pela pandemia a obrigou a cortar 6.700 empregos, ou quase um quarto de sua equipe. De acordo com seu relatório anual, a Uber tinha cerca de 34.000 funcionários em todo o mundo no final do ano passado.
Desempenho das ações e perspectivas
O desempenho das ações da Uber ficou abaixo do índice S&P 500 e da concorrente Lyft este ano, com uma queda de quase 8%, impulsionada por preocupações com o aumento da concorrência. A empresa busca recuperar a confiança dos investidores com as medidas anunciadas.
Para o comércio e a indústria do interior paulista, a reestruturação da Uber pode sinalizar mudanças no mercado de tecnologia e mobilidade, com possíveis reflexos em serviços de entrega e logística. A fonte não detalhou impactos regionais específicos.
Perguntas Frequentes
Quantos funcionários a Uber vai demitir e qual a porcentagem do quadro de pessoal?
A Uber vai demitir cerca de 3.300 funcionários, o que representa 10% do seu quadro de pessoal.
Por que a Uber está fazendo esse corte de funcionários?
O corte visa lidar melhor com o crescimento dos robotáxis que ameaçam o negócio da empresa, além de achatar níveis hierárquicos de gestão.
Qual foi o maior corte anterior da Uber e quando ocorreu?
O maior corte anterior foi em maio de 2020, quando a pandemia obrigou a empresa a cortar 6.700 empregos, quase um quarto da equipe.




























