Vendas no varejo do Brasil caem 1,5% em abril, maior queda em quase 4 anos

Crédito: InfoMoney
Queda recorde no varejo em abril
As vendas no varejo do Brasil caíram 1,5% em abril na comparação com o mês anterior, registrando a maior retração em quase quatro anos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. A taxa mensal de contração foi a mais forte desde junho de 2022, quando houve queda de 2,8%. Além disso, abril marcou o primeiro recuo das vendas neste ano.
O resultado surpreendeu negativamente o mercado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,60% na comparação mensal. Já na comparação com abril de 2024, as vendas registraram alta de 1,0%, também abaixo da previsão de avanço de 1,95% dos analistas. Os resultados foram bem mais fracos do que as expectativas, segundo a Reuters.
Combustíveis pressionam resultado
A atividade de combustíveis pressionou o varejo brasileiro em abril, contribuindo para o desempenho negativo. O gerente da pesquisa no IBGE, Cristiano Santos, é a fonte oficial dos dados, mas não detalhou os fatores específicos por trás da pressão do setor. A queda nas vendas totais do varejo foi a mais intensa em quase quatro anos, conforme o IBGE.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume de vendas recuou 0,7% em abril frente ao mês anterior. Esse indicador também reflete o impacto negativo no setor.
Setores com desempenho positivo
Apesar da queda geral, alguns segmentos apresentaram crescimento em abril. Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram ganhos de 1,3% no mês. Livros, jornais, revistas e papelaria também registraram alta de 1,1%. Esses resultados ajudaram a mitigar parcialmente a retração do varejo como um todo.
No primeiro trimestre, o consumo das famílias cresceu 1,0%, o que indica que a economia ainda mostrava alguma resiliência antes do recuo de abril. A combinação de juros altos e inflação pode ter contribuído para a desaceleração recente.
Juros altos e decisão do BC
A Selic está atualmente em 14,5%, o maior patamar em anos, o que encarece o crédito e reduz o poder de compra das famílias. O Banco Central anuncia sua nova decisão sobre a Selic na quarta-feira, e o mercado acompanha de perto os impactos sobre o consumo. A política monetária restritiva tem sido um dos fatores que pressionam o varejo, especialmente setores dependentes de financiamento.
Para comerciantes da região noroeste paulista, como Aracatuba, Birigui e Penápolis, o cenário exige cautela. A queda nas vendas pode afetar o fluxo de caixa das pequenas e médias empresas, que já enfrentam custos elevados. A CDL e a ACSP monitoram os dados para orientar associados sobre estratégias de gestão.
Perguntas Frequentes
Qual foi a queda das vendas no varejo do Brasil em abril e como ela se compara com as expectativas?
As vendas no varejo caíram 1,5% em abril, a maior queda em quase 4 anos, e ficaram bem abaixo da expectativa da Reuters, que era de baixa de 0,60% na comparação mensal.
Qual foi o desempenho das vendas do varejo em abril na comparação anual?
Em abril, as vendas registraram alta de 1,0% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a expectativa da Reuters era de avanço de 1,95%.
Quais setores do varejo tiveram crescimento em abril?
Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram ganhos de 1,3%, e livros, jornais, revistas e papelaria tiveram ganhos de 1,1% em abril.




























