Itaú aluga torres de escritórios em São Paulo

Crédito: CNN Brasil
O Itaú Unibanco fechou a maior locação já vista no mercado de escritórios no Brasil. O banco assinou, na noite da quinta-feira (17), o contrato para ocupar as duas torres do complexo Esther Towers, localizadas na Avenida Chucri Zaidan, zona empresarial de São Paulo. O empreendimento pertence à Eztec, incorporadora da família Zarzur. A transação foi antecipada pelo Estadão/Broadcast no início deste mês.
Funcionários do banco ocuparão duas torres do complexo Esther Tower; contrato tem duração de 10 anos, prorrogável por mais cinco. O contrato tem duração de dez anos, prorrogável por mais cinco. O negócio vai gerar uma receita de locação de R$ 1,17 bilhão em dez anos para a Eztec, considerando os preços de fechamento na data desta sexta-feira. O contrato tem correção pelo IPCA, além de estar sujeito a revisionais conforme a evolução dos preços no mercado, como é comum nesse tipo de contrato.
A intermediação foi feita pelas consultorias CBRE (lado Eztec) e Binswanger Brazil (lado Itaú).
Maior locação do mercado brasileiro
A transação representa um marco para o setor de escritórios corporativos no país. O valor de R$ 1,17 bilhão em receita locatícia ao longo de uma década evidencia a escala do acordo. Para a Eztec, a operação garante fluxo de caixa estável e de longo prazo, com reajustes atrelados à inflação e possibilidade de revisão conforme as condições de mercado. A localização na Avenida Chucri Zaidan, um dos principais eixos empresariais de São Paulo, reforça a atratividade do empreendimento.
O contrato de dez anos, prorrogável por mais cinco, oferece previsibilidade tanto para o locador quanto para o locatário. A correção pelo IPCA protege o valor real da locação contra a inflação, enquanto as cláusulas revisionais permitem ajustes diante de oscilações nos preços de mercado. Essa estrutura contratual é comum em grandes operações imobiliárias corporativas e reduz riscos para ambas as partes.
Itaú amplia área para trabalho presencial
Para o Itaú, a locação atende à necessidade de ampliação da sua área de escritórios para comportar o crescimento das atividades do banco e, principalmente, a maior frequência do expediente presencial. Durante a pandemia, a instituição financeira devolveu vários escritórios com a mudança para o home office. Agora, o movimento se inverte: o banco busca mais espaço físico para acomodar seus funcionários.
Em junho, o Itaú alterou as regras do modelo de trabalho híbrido. A nova política determina frequência mínima obrigatória de presença nos escritórios para três dias por semana para os funcionários administrativos, com vigência a partir do primeiro trimestre de 2028. Para os superintendentes, a exigência será de quatro dias e começa em janeiro de 2027, equiparando-se à diretriz que já vale para diretores.
“A locação contempla cerca de 9.600 posições de trabalho e integra o plano de investimentos em infraestrutura anunciado pelo Itaú, que prepara seus polos para a evolução gradual do modelo híbrido”, afirmou o banco, em comunicado. O banco tem mais de 80 mil funcionários no Brasil, dos quais cerca de 40% atuam presencialmente, com atendimento ao público ou funções que dependem de apoio físico dos escritórios ou agências.
Os outros cerca de 60% estão no modelo híbrido, ou seja, dão expediente em casa, mas com a obrigação de comparecer um mínimo de dias aos escritórios.
Impacto no mercado imobiliário corporativo
A locação do Itaú sinaliza uma retomada da demanda por escritórios de alto padrão em São Paulo. Após um período de devolução de espaços durante a pandemia, grandes empresas voltam a investir em infraestrutura física. O movimento pode influenciar outros players do setor financeiro e corporativo a reavaliar suas estratégias imobiliárias.
Para o mercado de escritórios, a operação representa um voto de confiança na retomada do trabalho presencial ou híbrido com maior frequência. A escolha por um empreendimento recém-construído, como o Esther Towers, indica preferência por espaços modernos e bem localizados. A intermediação por consultorias especializadas, como CBRE e Binswanger Brazil, demonstra a complexidade e o profissionalismo envolvidos na negociação.
Relevância para o interior paulista
Embora a operação esteja concentrada na capital, seus efeitos podem se estender ao interior do estado. A expansão do Itaú e o reforço do trabalho presencial podem gerar demanda por serviços e fornecedores em regiões como Araçatuba e noroeste paulista. Empresas locais de tecnologia, facilities, mobiliário corporativo e consultoria podem se beneficiar indiretamente do aquecimento do setor imobiliário corporativo.
Além disso, a movimentação do banco pode sinalizar uma tendência de maior presença física em agências e escritórios regionais, o que impactaria o comércio e os serviços nas cidades do interior. A decisão do Itaú de ampliar sua área de escritórios reflete uma aposta na retomada econômica e na importância do contato presencial para os negócios.
Perguntas Frequentes
Qual foi a maior locação de escritórios já fechada no Brasil pelo Itaú?
O Itaú Unibanco fechou a maior locação já vista no mercado de escritórios no Brasil, ocupando as duas torres do complexo Esther Towers na Avenida Chucri Zaidan, em São Paulo.
Por que o Itaú alugou os prédios do complexo Esther Towers?
A locação atende à necessidade de ampliação da área de escritórios para comportar o crescimento das atividades do banco e, principalmente, a maior frequência do expediente presencial, após a devolução de vários escritórios durante a pandemia.
Quais são as novas regras de trabalho híbrido do Itaú?
A nova política determina frequência mínima obrigatória de presença nos escritórios para três dias por semana para funcionários administrativos a partir do primeiro trimestre de 2028, e quatro dias para superintendentes a partir de janeiro de 2027.



























