Onda de RJs preocupa setor financeiro, diz CFO do BMG
Crédito: CNN Brasil
O patamar atual da taxa de juros no Brasil é um dos principais fatores que alimentam a inadimplência e tem levado a um número recorde de empresas pedindo recuperação judicial. A avaliação é de Carlos André da Silva, CFO do banco BMG, que participou do Fórum CEO Brasil durante o CNN Cast. Segundo ele, o Brasil atravessa um cenário muito difícil, tanto para empresas quanto para pessoas físicas.
O executivo destacou que o nível elevado dos juros torna extremamente difícil produzir, vender e honrar os encargos de financiamentos e dívidas. “O Brasil está passando por um cenário muito difícil, tanto para as empresas como para a pessoa física”, afirmou. A declaração reforça a preocupação de empresários e comerciantes de todo o país, incluindo os da região noroeste paulista, que enfrentam custos de crédito mais altos e menor poder de compra dos consumidores.
Inadimplência é principal tema do setor
Carlos André apontou a inadimplência como o principal tema do momento para o setor financeiro. Para ele, o cenário atual pressiona tanto as empresas, que lutam para manter suas operações, quanto as pessoas físicas, que veem o orçamento familiar cada vez mais comprimido. A fonte não detalhou números específicos de inadimplência, mas o alerta do CFO do BMG ecoa a realidade de pequenos e médios negócios que dependem de crédito para capital de giro.
No caso da pessoa física, o executivo descreveu um ciclo vicioso: com o salário comprimido e a necessidade de recorrer a financiamentos para atingir objetivos de vida, o custo elevado do crédito pressiona ainda mais o orçamento familiar. “Aperta e vira um círculo vicioso de inadimplência”, resumiu. Ele ressaltou que o desafio do setor financeiro é encontrar soluções para ajudar os clientes a atravessar esse momento difícil.
IA como nova fronteira financeira
Ao abordar a evolução tecnológica do mercado financeiro brasileiro, Carlos André destacou que o setor sempre esteve à frente em relação ao restante do mundo. Para ele, a nova fronteira é a inteligência artificial. “A IA consegue ajudar nossos clientes a entenderem cada vez mais e a fazerem as escolhas mais adequadas de produto financeiro”, afirmou, ressaltando o papel da tecnologia no relacionamento com o cliente e na simplificação de processos.
Essa visão aponta para um futuro em que ferramentas de IA podem auxiliar empresários a gerenciar melhor seus fluxos de caixa e escolher linhas de crédito mais adequadas, reduzindo riscos de endividamento. A fonte não detalhou como o BMG pretende implementar essas soluções, mas a sinalização é de que a tecnologia será peça-chave na retomada do crédito sustentável.
Perspectivas cautelosas para 2027
Sobre as perspectivas para o próximo ano, Carlos André foi cauteloso. Ele reconheceu o desejo de melhora, mas avaliou que o cenário ainda é desafiador para 2027. Na sua visão, o país precisa ajustar a gestão de custos, uma vez que a máquina pública cara gera impacto direto sobre a taxa de juros. A declaração sugere que, sem reformas estruturais, o custo do dinheiro deve permanecer elevado, prolongando a pressão sobre empresas e consumidores.
Para o comércio do interior paulista, como em Araçatuba, Birigui e Penápolis, a manutenção de juros altos significa menos investimentos e consumo retraído. A fonte não detalhou projeções econômicas, mas o tom do CFO do BMG indica que a recuperação consistente ainda depende de ajustes fiscais e monetários.
Fórum CEO Brasil reúne lideranças
Ao comentar sobre o Fórum CEO Brasil, Carlos André destacou a troca de informações como o item mais importante do evento. “A entender a dor de cada segmento ajuda até a construir produtos e serviços, e às vezes um problema que não chegou para você ainda já está impactando alguma empresa”, concluiu. O Fórum CEO Brasil reúne diversas lideranças empresariais de diferentes segmentos do país.
A 9ª edição está prevista para ocorrer entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026, no Tivoli Ecoresort Praia do Forte, na Bahia, com mais de 200 participantes. O encontro é uma oportunidade para empresários trocarem experiências e anteciparem tendências que podem afetar seus negócios, inclusive no noroeste paulista.
Perguntas Frequentes
Por que o CFO do BMG associa o patamar atual de juros à onda de recuperações judiciais?
Segundo Carlos André da Silva, o nível elevado dos juros torna extremamente difícil produzir, vender e honrar os encargos de financiamentos e dívidas, o que resulta em um número recorde de empresas pedindo recuperação judicial.
Como a inteligência artificial pode ajudar os clientes do setor financeiro, de acordo com o CFO do BMG?
Carlos André destacou que a IA consegue ajudar os clientes a entenderem cada vez mais e a fazerem as escolhas mais adequadas de produto financeiro, ressaltando o papel da tecnologia no relacionamento com o cliente e na simplificação de processos.
Qual é a perspectiva do CFO do BMG para o cenário econômico em 2027?
Carlos André foi cauteloso e avaliou que o cenário ainda é desafiador para 2027, afirmando que o país precisa ajustar a gestão de custos, uma vez que a máquina pública cara gera impacto direto sobre a taxa de juros.



























