Empresário defende fim da escala 6×1 na era da IA

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O presidente do conselho de administração da Multilaser, Alexandre Ostrowiecki, defendeu publicamente o fim da escala 6×1, afirmando ser “inaceitável” manter trabalhadores com apenas um dia de descanso semanal em meio aos avanços da inteligência artificial e da automação. A declaração foi dada em entrevista recente, na qual o empresário também criticou privilégios do Estado e cobrou reformas estruturais para melhorar a competitividade do país.

Para Ostrowiecki, a jornada de seis dias de trabalho por um de folga não representa o principal fator de perda de competitividade da indústria brasileira. Ele citou burocracia, impostos sobre o consumo e juros elevados como entraves mais relevantes para a formação dos preços no país. “Quem se preocupa com a competitividade do país deveria começar cortando os privilégios do Estado, não o descanso do trabalhador”, disse.

Críticas aos privilégios do Estado

O empresário, que há cerca de 15 anos ajudou a criar o Ranking dos Políticos, site de orientação liberal que reúne perfis de congressistas, reforçou a necessidade de ajuste nas contas públicas. Ao falar das medidas esperadas do próximo governo, Ostrowiecki cobrou uma reforma estrutural nas despesas públicas. Ele defendeu reforma administrativa, desvinculação de gastos e revisão de supersalários e penduricalhos para conter o crescimento obrigatório do orçamento.

“O Estado brasileiro é o único agente da economia que nunca faz dieta. Quando falta dinheiro, ele aumenta a conta dos outros”, afirmou. Na avaliação do executivo, sem esse ajuste os juros continuarão pressionando empresas e consumidores. Essa visão encontra eco no setor produtivo, que enfrenta custos elevados de capital e carga tributária pesada.

Impacto da inadimplência no varejo

O empresário também comentou a situação financeira das famílias brasileiras, citando dados da Confederação Nacional do Comércio, que apontam 82% das famílias com dívidas a vencer, e da Serasa, que registrou quase 84 milhões de negativados em agosto. “Não existe engenharia comercial que compense juro de agiota por muito tempo”, disse. A declaração reflete a preocupação com o consumo, motor importante para a economia do interior paulista, incluindo cidades como Araçatuba, Birigui e Penápolis.

A inadimplência elevada reduz o poder de compra e afeta diretamente o comércio local, que depende do crédito para girar seus estoques. Para Ostrowiecki, a solução passa por juros mais baixos, o que exige controle dos gastos públicos. A fonte não detalhou projeções para a inadimplência nos próximos meses.

Exposição à Americanas e seguro de crédito

Questionado sobre a exposição da Multilaser à varejista Americanas, o executivo informou que a companhia provisionou cerca de R$ 31 milhões, valor equivalente a pouco mais de 2% de sua carteira de recebíveis. O impacto é moderado porque a maior parte das vendas da empresa conta com seguro de crédito. Essa informação é relevante para fornecedores e parceiros comerciais da região, que muitas vezes dependem de grandes varejistas para escoar produção.

A experiência da Multilaser mostra a importância de mecanismos de proteção de crédito para mitigar riscos em cadeias de fornecimento. Para pequenas e médias empresas do noroeste paulista, a lição é clara: diversificar clientes e buscar seguros ou garantias pode evitar perdas significativas em cenários de crise de grandes redes.

Defesa da redução de tributos sobre consumo

Com fábrica em Manaus, Ostrowiecki defendeu a redução ampla dos tributos sobre o consumo e citou a Zona Franca como exemplo de ambiente em que a indústria consegue competir. “Não defendo privilégio para Manaus, e sim redução geral nos tributos sobre o consumo”, afirmou. A proposta interessa diretamente ao setor industrial e comercial do interior paulista, que enfrenta alta carga tributária e concorrência de produtos importados.

Para empresários de Araçatuba e região, a simplificação e redução de impostos sobre o consumo poderia estimular a atividade econômica local, gerar empregos e aumentar a competitividade das empresas. A fonte não detalhou quais tributos específicos deveriam ser reduzidos, mas a defesa é por uma reforma tributária ampla.

Em resumo, as declarações de Alexandre Ostrowiecki unem a defesa do descanso do trabalhador à crítica aos privilégios do Estado e à necessidade de reformas estruturais. Para o empresariado do noroeste paulista, as propostas podem representar um alívio no custo de capital e na carga tributária, fatores que afetam diretamente a sobrevivência e o crescimento dos negócios locais.

Perguntas Frequentes

O que Alexandre Ostrowiecki, da Multilaser, defende sobre a escala de trabalho 6×1?

Ele defende o fim da escala 6×1, afirmando que é ‘inaceitável’ manter trabalhadores com apenas um dia de descanso semanal em meio aos avanços da inteligência artificial.

Quais fatores Ostrowiecki aponta como principais entraves à competitividade da indústria brasileira?

Ele cita burocracia, impostos sobre o consumo e juros elevados como entraves mais relevantes, e não a escala 6×1.

Qual é a posição de Ostrowiecki sobre os privilégios do Estado em relação ao descanso do trabalhador?

Ele afirma que ‘quem se preocupa com a competitividade do país deveria começar cortando os privilégios do Estado, não o descanso do trabalhador’.

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