Eleições, dólar e bolsa: por que mexem tanto com os mercados

Crédito: G1
O g1 analisou o comportamento do dólar e do Ibovespa desde 1994 para mostrar como eleições e crises políticas mexeram com os mercados. Antes mesmo de os brasileiros irem às urnas no último domingo (25), as eleições já estavam no radar dos mercados. Desde o começo do ano, foram vários os momentos de altas e baixas no dólar, na bolsa e nas taxas de juros, associados a falas de candidatos. As movimentações refletem as apostas do mercado sobre os rumos da economia no próximo governo.
Não à toa, a virada do presidente Lula (PT) no 2º turno já trouxe um forte impacto para os mercados financeiros nesta segunda-feira (26).
Surpresa eleitoral e recalibragem de apostas
Isso porque, além de Flávio Bolsonaro (PL) ter saído na frente no 1º turno das eleições, a grande maioria das pesquisas eleitorais divulgadas nas últimas semanas também apontava vantagem do candidato do PL no 2º turno. Assim, a reeleição do petista surpreendeu parte dos investidores, que agora recalibram suas apostas e avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre juros, câmbio, Bolsa e contas públicas.
O mercado costuma sofrer grandes oscilações em momentos como esse porque tenta antecipar os efeitos que as propostas e a vitória de determinado candidato podem ter sobre a economia.
Histórico de volatilidade em períodos eleitorais
Dados históricos mostram que o Ibovespa, o dólar e os juros futuros costumam reagir com maior intensidade em períodos eleitorais e diante de notícias políticas, principalmente quando aumentam as incertezas sobre as contas públicas e os rumos da economia. Recentemente, a notícia de reajuste do Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula a 17 dias das eleições presidenciais, fez o real se desvalorizar em relação ao dólar e a bolsa brasileira cair aos 185 mil pontos, com as preocupações com o impacto do aumento do benefício sobre as contas públicas.
Pesquisas eleitorais e reação imediata
Da mesma forma, pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos meses, que mostraram um avanço de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa, também tiveram repercussão nos mercados. Em 10 de setembro, uma pesquisa que mostrou Flávio numericamente à frente de Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno coincidiu com queda de 0,18% do dólar, a R$ 5,1026, e alta de 1,42% do Ibovespa, aos 188.268 pontos. Como o g1 mostrou, a vitória de Flávio era vista pelo mercado financeiro como mais favorável ao equilíbrio das contas públicas.
Dessa forma, a vitória do petista traz um momento de maior estresse aos mercados financeiros, com uma forte alta do dólar e queda da bolsa na sessão.
Noticiário político além das eleições
Essa maior volatilidade, no entanto, não se limita aos períodos eleitorais. O noticiário político também pode mexer com os mercados, especialmente quando envolve medidas capazes de afetar a inflação, os juros e a atividade econômica. Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, como os de Araçatuba, Birigui e Penápolis, essas oscilações influenciam diretamente custos de insumos importados, preços de commodities e planejamento financeiro de curto prazo. Acompanhar o cenário político-econômico torna-se essencial para a tomada de decisões em negócios de todos os portes.
Perguntas Frequentes
Por que a vitória de Lula no segundo turno impactou o dólar e a bolsa?
A vitória de Lula surpreendeu parte dos investidores, pois pesquisas apontavam vantagem de Flávio Bolsonaro, e o mercado via a vitória de Flávio como mais favorável ao equilíbrio das contas públicas, gerando forte alta do dólar e queda da bolsa.
Como as pesquisas eleitorais afetaram o mercado financeiro em 2022?
Pesquisas que mostravam avanço de Flávio Bolsonaro tiveram repercussão nos mercados; por exemplo, em 10 de setembro, uma pesquisa com Flávio à frente coincidiu com queda de 0,18% do dólar (a R$ 5,1026) e alta de 1,42% do Ibovespa (aos 188.268 pontos).
O anúncio do reajuste do Bolsa Família antes das eleições afetou o mercado?
Sim, a notícia do reajuste do Bolsa Família, anunciado a 17 dias das eleições, fez o real se desvalorizar em relação ao dólar e a bolsa cair aos 185 mil pontos, devido a preocupações com o impacto nas contas públicas.




























