Dólar cai quase 1%, a R$ 4,98, com eleições

Crédito: InfoMoney
O dólar à vista encerrou esta sexta-feira (28) com desvalorização de 0,97%, cotado a R$ 4,9896, refletindo a expectativa dos investidores em relação ao segundo turno das eleições presidenciais, que ocorre no domingo. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,64% e, no ano, o recuo chega a 9,10%. O movimento ocorre em um dia marcado pela divulgação de novas pesquisas eleitorais e pelo último debate entre os candidatos.
Mercado reage a pesquisas e debate final
Ao longo do pregão, os agentes financeiros acompanharam a divulgação de levantamentos de intenção de voto realizados por institutos como Alfa Inteligência, Ipespe/Abrapel, Real Time Big Data, Veritá e Vox Brasil. Esses números, somados à expectativa para o debate da TV Globo, programado para a noite, influenciaram o comportamento do câmbio. A proximidade da definição eleitoral aumenta a volatilidade, mas o mercado sinalizou otimismo com a possibilidade de um desfecho favorável à agenda econômica.
Às 17h06, o dólar futuro para novembro — o contrato mais negociado na B3 — cedia 1,21%, aos R$ 5,0010. A diferença entre o dólar à vista e o futuro reflete as expectativas para as próximas semanas, incorporando prêmios de risco e projeções para a política monetária. A trajetória de queda da moeda americana ao longo do ano tem sido atribuída, em parte, ao fluxo de capital estrangeiro para ativos brasileiros, atraídos pelos juros elevados e pela perspectiva de estabilidade fiscal.
IPCA-15 acima do esperado pressiona juros
Além do cenário eleitoral, os investidores repercutiram a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial. O indicador subiu 0,32% em outubro de 2026, levando o acumulado no ano para 4,15% e, em 12 meses, para 4,62%. Esse resultado ficou acima dos 4,47% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, indicando uma leve aceleração inflacionária.
Para o comércio e a indústria da região noroeste paulista, a alta do IPCA-15 pode sinalizar pressão sobre os custos de insumos e sobre o poder de compra das famílias. Empresários de Araçatuba, Birigui e Penápolis, por exemplo, monitoram de perto a inflação, pois ela afeta diretamente as decisões de reajuste de preços e a demanda por crédito. A fonte não detalhou projeções para os próximos meses, mas o dado reforça a cautela do Banco Central na condução da política monetária.
Impacto para o comércio do interior paulista
A queda do dólar tende a baratear produtos importados e insumos cotados em moeda estrangeira, o que pode beneficiar segmentos como eletroeletrônicos, vestuário e máquinas. Para os exportadores do agronegócio, no entanto, um real mais forte reduz a competitividade das commodities no mercado internacional. A região de Araçatuba, com forte presença no setor sucroenergético e na pecuária, sente os efeitos dessa dinâmica cambial de forma direta.
Entidades como a Associação Comercial e Empresarial de Araçatuba (ACIA) e o Sebrae têm orientado os pequenos e médios negócios a aproveitarem o momento para renegociar contratos de importação e planejar compras futuras. A volatilidade cambial, típica de períodos eleitorais, exige cautela na formação de estoques e na precificação. A fonte não detalhou medidas específicas para o setor, mas o cenário pede atenção redobrada dos gestores.
Perspectivas para a próxima semana
Com o resultado das eleições no domingo, espera-se uma reação imediata dos mercados na segunda-feira. Analistas consultados pela reportagem não se manifestaram, mas a tendência é que a definição do novo governo traga maior clareza sobre a política econômica. A continuidade ou mudança de rumos na área fiscal será determinante para a trajetória do câmbio e dos juros nos próximos meses.
Para os empresários do noroeste paulista, a recomendação é acompanhar os indicadores e evitar decisões precipitadas. O dólar abaixo de R$ 5,00 pode ser uma janela para aquisição de insumos importados, mas a sustentabilidade desse patamar dependerá do ambiente político e da inflação. A fonte não detalhou projeções para o câmbio, mas o mercado seguirá atento aos desdobramentos eleitorais e aos dados econômicos.
Perguntas Frequentes
Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista encerrou com baixa de 0,97%, a R$ 4,9896.
Qual a variação do dólar na semana e no ano?
Na semana, a divisa acumulou queda de 1,64% e, no ano, recuo de 9,10%.
O que influenciou a queda do dólar hoje?
A queda foi influenciada pela expectativa sobre as eleições no domingo, com investidores acompanhando novas pesquisas eleitorais e o debate entre os candidatos à presidência.




























