Dólar sobe a R$ 5,44 e tem maior alta de 2026

Crédito: InfoMoney
O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira com alta de 1,09%, cotado a R$ 5,4460, o maior patamar registrado em 2026. O movimento reflete a continuidade da pressão sobre a moeda brasileira após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as incertezas em torno da condução da política fiscal no próximo mandato. Na semana, a valorização acumulada da moeda norte-americana ante o real foi de 9,15%.
Além do fator técnico, o mercado segue sensível aos desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, que surpreendeu o mercado e provocou um aumento das cotações ao longo da semana. A surpresa eleitoral intensificou a busca por proteção cambial, com investidores ajustando posições diante de um cenário político ainda indefinido.
Pressão fiscal e expectativas para 2027
Ao mesmo tempo em que aguardam prazos sobre quem ocupará em 2027 as principais pastas, como o Ministério da Fazenda, os investidores esperam por detalhes sobre como será a política fiscal no novo governo. A necessidade de ajuste nas contas públicas é um tema recorrente no mercado, e a ausência de sinalizações claras tem contribuído para a volatilidade cambial.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a alta do dólar tem impacto direto nos custos de insumos importados, como componentes eletrônicos, químicos e máquinas. Além disso, produtos com cotação internacional, como combustíveis e fertilizantes, tendem a sofrer repasses, pressionando margens e preços ao consumidor.
Ptax e volatilidade na sessão
Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. Em função da disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.
Essa dinâmica técnica amplifica os movimentos intradiários e exige atenção redobrada de tesourarias e importadores que precisam fechar câmbio em horários específicos. A oscilação observada nesta sexta-feira reforça a importância de estratégias de hedge para mitigar riscos cambiais.
Dados de emprego e cenário externo
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, em linha com o projetado por economistas consultados pela Reuters. O dado, embora positivo, não foi suficiente para conter a pressão sobre o real, diante do peso das questões fiscais e políticas.
No exterior, o dólar sustentava nesta manhã leves ganhos ante moedas pares do real como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. No entanto, a moeda norte-americana cedia ante boa parte das demais divisas, incluindo o iene e a libra, indicando que o movimento de fortalecimento do dólar não foi generalizado, mas sim concentrado em economias emergentes com riscos domésticos.
Para o comércio e a indústria do interior paulista, a combinação de câmbio elevado e juros ainda altos pode encarecer o crédito e reduzir a confiança do consumidor. Entidades como ACSP, CDL e Sebrae devem monitorar os desdobramentos para orientar seus associados sobre gestão de custos e precificação.
Perguntas Frequentes
Qual foi a cotação do dólar no fechamento de sexta-feira e qual a variação percentual diária?
O dólar à vista fechou a sexta-feira a R$ 5,4460, com alta de 1,09% no dia, a maior cotação registrada em 2026.
Qual foi a valorização do dólar na semana após o segundo turno das eleições?
Na semana pós-segundo turno, o dólar acumulou valorização de 9,15% ante o real.
Quais fatores influenciaram a alta do dólar nessa sexta-feira?
A alta foi influenciada pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos receios com o futuro da política fiscal no Brasil, além de fatores técnicos como a disputa pela Ptax.



























