Fed e BC decidem juros em meio a incertezas no Oriente Médio

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Fed e BC juros: decisões em meio a incertezas no Oriente Médio

O Federal Reserve (Fed) e o Banco Central (BC) decidem nesta quarta-feira (29) os rumos das taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil, em meio às incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio. A expectativa do mercado é de manutenção da taxa norte-americana e de um corte mais brando da Selic do que o inicialmente previsto antes da intensificação da guerra.

Expectativas para os juros nos EUA

Nos Estados Unidos, a expectativa do mercado é de manutenção na taxa de juros. Especialistas apontam que a inflação continua apertada, e os efeitos da guerra no Oriente Médio só pressionam ainda mais o Fed. A taxa de inflação anual no país saltou para 3,3% em março de 2026, o maior nível desde maio de 2024, impulsionada pelo aumento nos custos de energia e gasolina.

Esta deve ser a última reunião de Jerome Powell à frente do Fed. O atual chairman foi indicado por Donald Trump em seu primeiro mandato e mantido pelo democrata Joe Biden. Trump vem atacando o Federal Reserve por manter uma política monetária restritiva. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, defendeu que o Fed deveria “esperar” antes de reduzir as taxas, à medida que o conflito continua.

Cenário doméstico e a Selic

No Brasil, a expectativa da maior parte do mercado antes do início da guerra era de um corte de 0,5 ponto percentual na Selic. No entanto, segundo o último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, o mercado espera agora um corte de 0,25 ponto percentual. O corte seria mais brando que o esperado inicialmente antes da intensificação do conflito no Oriente Médio.

O Copom iniciou o ciclo de cortes da Selic na última reunião, em março, com corte de 0,25 ponto, tirando os juros da casa de 15%. Para especialistas, as projeções de inflação do Copom devem subir de 3,9% para 4,4% em 2026 e aumentar para 3,4% no horizonte relevante.

Posição do Banco Central

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já havia afirmado que a decisão do BC de manter uma postura conservadora na condução da política monetária colocava o Brasil numa posição mais confortável para lidar com os efeitos da guerra no indicador. A declaração reforça a cautela do BC diante das incertezas externas.

As decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos ocorrem em um contexto de elevada volatilidade, com o conflito no Oriente Médio impactando os preços de commodities e a inflação global. O mercado acompanha atentamente os comunicados oficiais para calibrar as expectativas para os próximos meses.

Perguntas Frequentes

Qual é a expectativa do mercado para a taxa de juros nos EUA e no Brasil nesta quarta-feira (29)?

O mercado espera manutenção da taxa de juros nos EUA e um corte brando da Selic no Brasil, de 0,25 ponto percentual, segundo o último Boletim Focus.

Como o conflito no Oriente Médio afetou as expectativas de corte da Selic?

Antes da intensificação do conflito, o mercado esperava um corte de 0,5 ponto percentual, mas agora a expectativa é de um corte mais brando, de 0,25 ponto.

Qual é a projeção de inflação do Copom para 2026 e como a guerra no Oriente Médio impacta o Fed?

As projeções de inflação do Copom devem subir de 3,9% para 4,4% em 2026. Nos EUA, a inflação anual saltou para 3,3% em março de 2026, pressionada pelos custos de energia e gasolina devido ao conflito.

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