Brasil sai do inverno das startups com empresas mais fortes

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Brasil sai do inverno das startups com empresas mais fortes

O Brasil deixou para trás o chamado ‘inverno das startups’ — período de escassez de capital — e vive agora o início de um novo ciclo de investimentos. As empresas estão mais fortes, aprenderam a gerir caixa, buscar rentabilidade e manter o crescimento. A avaliação é de Thiago Maceira, responsável pela área de tecnologia do Itaú BBA.

Novo ciclo de investimentos

Segundo Maceira, o momento atual representa a retomada dos aportes, mas com um perfil diferente do passado. “Hoje temos muitas empresas maduras, em estágio avançado de governança, estrutura de capital e modelo de negócio”, afirma.

O executivo ressalta que o ‘inverno’ ficou para trás. Embora os juros altos ainda dificultem a alocação em risco, há capital disponível para bons negócios. Prova disso, segundo ele, são as quatro captações feitas pelo próprio banco neste ano.

Ecossistema mais sólido

O ecossistema atual é composto por empreendedores de múltiplas jornadas e empresas que passaram por um ciclo quase completo de aprendizado. “A grande maioria das empresas continuou crescendo, ficando rentável, gerando caixa”, observa Maceira.

Ele compara o estágio atual com o passado: “Olho para 2015 e brinco: como eu era otimista com aquele setor? Era quase pré-história.” Hoje, os empreendedores têm empresas muito mais maduras em gestão e entendimento do próprio negócio.

Interesse estrangeiro contínuo

O interesse do investidor estrangeiro segue contínuo, não explosivo. Para Maceira, o Brasil é visto como um mercado grande, com digitalização em curso e uma população naturalmente ‘early adopter’ — característica impulsionada por ineficiências estruturais que forçam a inovação, como o Pix. Esse ambiente favorável atrai capital estrangeiro de forma constante, mas sem euforia.

Verticais de potencial

O executivo do Itaú BBA aponta três verticais com forte potencial nos próximos 12 a 24 meses:

  • Automação de atendimento ao cliente
  • Automação de processos como onboarding e crédito
  • Uso de dados para gerar insights

Esses setores devem concentrar os próximos investimentos. Áreas como e-commerce e marketplaces já estão consolidadas, dominadas por grandes players como Mercado Livre, Magalu e Amazon, o que reduz o espaço para novas iniciativas de nicho.

Capital seletivo e oportunidades

Apesar da retomada, o capital continua seletivo. Maceira reforça que o ‘inverno’ acabou, mas os investidores estão mais criteriosos. As empresas que sobreviveram ao período de vacas magras emergiram mais fortes, com gestão profissionalizada e foco em rentabilidade.

Para o interior paulista, onde negócios de tecnologia ainda buscam espaço, o cenário sinaliza oportunidades para startups que atendam às demandas de automação e uso de dados, especialmente nos setores de serviços e agronegócio.

Perguntas Frequentes

O que foi o ‘inverno das startups’ no Brasil e como o cenário mudou?

O ‘inverno das startups’ foi um período de escassez de capital. O Brasil agora sai desse ciclo com empresas mais maduras, que aprenderam a gerir caixa e buscar rentabilidade, e com capital mais seletivo disponível para bons negócios.

Quais setores têm forte potencial de investimento nos próximos 12 a 24 meses, segundo o Itaú BBA?

Segundo Thiago Maceira, do Itaú BBA, as três verticais com forte potencial são: automação de atendimento ao cliente, automação de processos como onboarding e crédito, e uso de dados para gerar insights.

Por que o Brasil é atrativo para investidores estrangeiros em startups?

O Brasil é visto como um mercado grande, com digitalização em curso e população early adopter, impulsionada por ineficiências estruturais como o Pix. O interesse estrangeiro é contínuo, não explosivo.

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