Angra 3: indecisão gera custo irreversível, alerta ANSN

Crédito: CNN Brasil
A indefinição sobre o futuro da usina nuclear Angra 3 tem gerado um custo irreversível ao Brasil, segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure. Em declaração recente, Facure afirmou que o atraso na decisão entre retomar ou desistir do empreendimento provoca prejuízos sem retorno, enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) estima um desperdício de cerca de R$ 2 bilhões nos últimos anos.
Custo da indecisão é irreversível
“O que fica patente é que o custo da indecisão entre retomar ou desistir gera um custo ao país que não é revertido em nada”, afirmou Facure. A declaração ocorre em meio ao impasse envolvendo o futuro da usina nuclear, que já consumiu bilhões em obras paralisadas. O diretor-presidente ressaltou que a ANSN não participa da decisão sobre a continuidade do empreendimento, já que a definição está hoje nas mãos do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Facure garantiu, no entanto, que, independentemente da decisão, “Angra 3 só funcionará seguindo os mais rigorosos padrões de segurança”. A usina, localizada em Angra dos Reis (RJ), é a terceira unidade do complexo nuclear brasileiro e sua conclusão é aguardada há décadas.
Segurança energética em debate
Segundo Facure, além de contribuir para a segurança energética, a fonte nuclear ganha relevância no contexto geopolítico atual e no debate sobre transição energética por ser considerada uma fonte de baixa emissão de carbono. “Temos muito a nos beneficiar de uma fonte que é firme e segura, ainda mais tendo em vista os novos desafios, como inteligência artificial”, afirmou.
A fonte nuclear, por ser contínua e não depender de condições climáticas, é vista como uma alternativa para garantir o suprimento de energia em momentos de alta demanda, como os previstos com o avanço da digitalização e da inteligência artificial. Para o interior paulista, regiões como Araçatuba, Birigui e Penápolis, que abrigam polos industriais e comerciais, podem se beneficiar de uma matriz energética mais estável, reduzindo riscos de interrupções e custos para pequenas e médias empresas.
Impacto para o interior paulista
A indefinição sobre Angra 3 também afeta o planejamento energético de longo prazo, essencial para o setor produtivo. Comerciantes e empresários da região noroeste paulista, que dependem de energia confiável para suas operações, acompanham com atenção o desfecho do impasse. A Associação Comercial e Industrial de Araçatuba (ACIA) destaca que a previsibilidade energética é um fator crucial para a atratividade de investimentos e para a competitividade do comércio local.
Enquanto o CNPE não define o futuro de Angra 3, o custo da indecisão continua a crescer. A fonte não detalhou prazos para uma decisão, mas o alerta de Facure reforça a urgência de uma definição que evite mais desperdícios e garanta a segurança energética do país.
Perguntas Frequentes
Qual é o custo da indecisão sobre Angra 3 segundo o TCU?
Segundo o TCU, a indefinição do governo federal sobre Angra 3 gerou um desperdício de cerca de R$ 2 bilhões nos últimos anos.
Quem afirmou que o atraso na definição sobre Angra 3 provoca prejuízos irreversíveis?
O diretor-presidente da ANSN, Alessandro Facure, afirmou que a indefinição sobre a retomada das obras de Angra 3 tem provocado um custo irreversível ao país.
Por que a energia nuclear é considerada relevante no contexto atual, segundo Facure?
Segundo Facure, a fonte nuclear ganha relevância por contribuir para a segurança energética, ser firme e segura, ter baixa emissão de carbono e atender a novos desafios como inteligência artificial.



























