Tesouro Direto: juros prefixados atingem máximas de 12 meses

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Tesouro Direto juros prefixados atingem máximas de 12 meses

As taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto abriram em alta nesta terça-feira (19), atingindo as máximas dos últimos 12 meses. O movimento reflete a pressão externa dos rendimentos dos Treasuries americanos, que alcançaram patamares não vistos em quase duas décadas, combinada com fatores internos como o risco político eleitoral e o impasse geopolítico no Estreito de Ormuz.

Pressão externa dos Treasuries

No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano atingiram as maiores marcas em quase duas décadas. O Treasury de 30 anos chegou a 5,125%, máxima desde 2007, impulsionado pela inflação americana pressionada pela guerra no Irã. Os mercados eliminaram completamente qualquer possibilidade de um corte nas taxas do Federal Reserve este ano e passaram a considerar crescente probabilidade de uma elevação antes do final do ano. O Barclays alertou seus clientes que os rendimentos dos Treasuries podem ultrapassar os 5,5%, nível visto pela última vez em 2004.

Impacto nos títulos prefixados

No mercado doméstico, o Prefixado 2032 avançou levemente para 14,33%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 saltou para 14,40%. Esses movimentos refletem o aumento do prêmio exigido pelos investidores diante do cenário de incertezas.

Títulos indexados à inflação também sobem

Os títulos atrelados à inflação também registraram alta. O Tesouro IPCA+ 2040 avançou 3 pontos-base para 7,33%, ante 7,30% na véspera. O IPCA+ 2050 subiu de 7,01% para 7,05%, e o IPCA+ 2060 com juros semestrais foi negociado a 7,23%, contra 7,21% no dia anterior. O índice IMA-B 5+, da Anbima, que reúne os papéis de inflação mais longos do Tesouro, cresceu 2,20% no mês, enquanto a média dos títulos públicos avançou cerca de 1,10%.

Risco político e geopolítico pesam

No Brasil, o risco político eleitoral e o impasse no Estreito de Ormuz continuam adicionando prêmio à curva doméstica. Uma pesquisa Atlas para a Bloomberg mostrou que Flávio Bolsonaro perdeu terreno nos cenários de primeiro turno após o episódio com Vorcaro. Além disso, o Estreito de Ormuz segue sem normalização efetiva do tráfego, o que mantém a pressão sobre os preços do petróleo e a inflação global.

Mercados de ações e câmbio

O Ibovespa futuro cai no mesmo ambiente de aversão ao risco, enquanto o dólar opera em leve alta. A combinação de juros mais altos nos EUA e incertezas internas tende a pressionar a moeda brasileira e os ativos de risco.

Imposto para super-ricos e tributação

Em meio a esse cenário, o imposto para “super-ricos” faz com que aplicação tributada acabe sendo mais vantajosa que as sem tributação em alguns casos, segundo informações da fonte. A medida pode impactar a alocação de recursos de investidores de alta renda.

Perguntas Frequentes

Por que os juros prefixados do Tesouro Direto atingiram máximas de 12 meses?

Os juros prefixados subiram devido à pressão externa dos Treasuries americanos, que atingiram máximas em quase duas décadas, com o Treasury de 30 anos a 5,125% (maior desde 2007), impulsionado pela inflação americana pressionada pela guerra no Irã.

Quais foram as taxas dos títulos IPCA+ do Tesouro Direto nesta terça-feira (19)?

O Tesouro IPCA+ 2040 subiu para 7,33%, o IPCA+ 2050 para 7,05% e o IPCA+ 2060 com juros semestrais foi negociado a 7,23%.

Como o risco político e o impasse no Estreito de Ormuz afetam o Tesouro Direto?

O risco político eleitoral e o impasse no Estreito de Ormuz adicionam prêmio à curva doméstica, elevando as taxas dos títulos prefixados, como o Prefixado 2032 a 14,33% e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 a 14,40%.

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