Ibovespa tem maior queda mensal desde 2023 com debandada dos gringos

Crédito: InfoMoney
Ibovespa tem maior queda mensal desde 2023
O Ibovespa fechou maio com a maior queda mensal desde fevereiro de 2023, impulsionado pela saída de investidores estrangeiros. O índice recuou 7,22% no mês, a maior perda desde a queda de 7,49% registrada em fevereiro de 2023. Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,73%, aos 173.787 pontos, após chegar a operar abaixo dos 173 mil pontos no pior momento do dia. Na semana, a desvalorização foi de 1,37%.
Sete semanas seguidas de perdas
A sequência de sete semanas consecutivas de queda é a maior desde o período entre abril e maio de 2004, quando o índice também acumulou sete perdas semanais. De acordo com dados da LSEG, considerando a série histórica iniciada em 1982, o Ibovespa nunca registrou mais de sete semanas seguidas de baixa. Esse movimento reflete um cenário de aversão ao risco que tem afastado os investidores estrangeiros, conhecidos como ‘gringos’, do mercado brasileiro.
Rotina global e incertezas domésticas
Estrategistas apontam que o desempenho negativo de maio reflete uma rotação de capital para o setor de tecnologia nos Estados Unidos e na Ásia, além da perspectiva de um ciclo de cortes mais lento da Selic e da incerteza com o cenário eleitoral. Esses fatores combinados têm pressionado o Ibovespa, que sofre com a fuga de recursos estrangeiros.
Visão dos bancos de investimento
UBS
O UBS cortou a recomendação das ações brasileiras de ‘atrativas’ para ‘neutra’, citando uma mudança no perfil de risco versus retorno. Apesar disso, o banco manteve uma visão construtiva para mercados emergentes de forma geral.
JPMorgan
O JPMorgan mantém uma postura cautelosa, de olho nas eleições presidenciais de 2026 no Brasil, projetando uma disputa apertada e elevada volatilidade nos ativos financeiros nos próximos meses.
Morgan Stanley
O Morgan Stanley aponta que, após reuniões com investidores em Londres e na União Europeia, o Brasil ainda é visto como relativamente bem posicionado em comparação com outros mercados emergentes, embora o otimismo tenha diminuído nos últimos dois meses devido a um cenário global e doméstico mais incerto.
O que esperar para os próximos meses
Com a debandada dos gringos e as incertezas no radar, o Ibovespa pode continuar volátil. A atenção dos investidores se volta para os próximos passos da política monetária e para o desenrolar do cenário eleitoral. A sequência histórica sugere que o índice pode encontrar um piso após sete semanas de queda, mas a recuperação dependerá de sinais positivos tanto no cenário interno quanto externo.
Perguntas Frequentes
Qual foi a queda do Ibovespa em maio e desde quando não se via uma desvalorização tão grande?
O Ibovespa caiu 7,22% em maio, a maior queda mensal desde fevereiro de 2023, quando recuou 7,49%.
Por que o Ibovespa caiu tanto em maio, segundo estrategistas?
Estrategistas apontam que a queda reflete uma rotação para o setor de tecnologia nos EUA e Ásia, além da perspectiva de um ciclo de cortes mais lento da Selic e incertezas com o cenário eleitoral.
O que os grandes bancos, como UBS e JPMorgan, estão recomendando para o Brasil após essa queda?
O UBS cortou a recomendação das ações brasileiras de ‘atrativas’ para ‘neutra’, citando mudança no perfil de risco versus retorno. O JPMorgan mantém visão cautelosa devido às eleições de 2026, projetando disputa apertada e alta volatilidade.



























