Keeta investe milhões para romper exclusividade do iFood

Crédito: Folha de S.Paulo
A plataforma chinesa Keeta está investindo milhões de reais para romper a exclusividade do iFood no Brasil. A estratégia envolve pagar multas contratuais de restaurantes que possuem acordos de exclusividade com a líder de mercado, que detém cerca de 80% dos pedidos de delivery no país.
Dificuldades no mercado brasileiro
Desde que chegou ao Brasil, a Keeta tem encontrado dificuldades para prosperar em um mercado onde cerca de 80% dos pedidos de delivery estão nas mãos do iFood. A líder de mercado firmou contratos de exclusividade com diversas redes de alimentação no país, o que limita a atuação de concorrentes. Para superar essa barreira, a Keeta diz estar investindo parte do seu orçamento, na ordem de milhões de reais, para pagar a multa desses restaurantes com o iFood.
Danilo Mansano, vice-presidente de parcerias estratégicas da Keeta, afirma que a empresa tem quase mil pessoas que fazem o trabalho de censo da base de CNAEs de restaurantes. Esse esforço visa identificar lojas com ‘contratos restritivos’ e oferecer suporte financeiro para que possam migrar para a plataforma chinesa.
Impacto no Rio de Janeiro
Esse efeito foi sentido em maior escala no Rio de Janeiro, onde a empresa postergou a estreia no fim de fevereiro. Quando a Keeta estava perto de lançar o Rio de Janeiro, percebeu que a taxa de exclusividade e banimento era ainda maior do que em São Paulo. No Rio, a Keeta já tinha mais de 17 mil estabelecimentos comerciais cadastrados na plataforma e mais de 27 mil entregadores prontos para ficar online e receber pedidos pela Keeta. Além disso, a empresa tinha um orçamento de mais de R$ 400 milhões dedicado para a cidade que foi colocado em espera.
Mansano diz não estar substituindo uma restrição por outra. A declaração busca esclarecer que a Keeta não pretende impor novas amarras aos restaurantes, mas sim oferecer uma alternativa ao modelo de exclusividade praticado pelo iFood.
Perspectivas para o interior paulista
A movimentação da Keeta pode ter reflexos em cidades como Araçatuba, Birigui e região noroeste paulista, onde pequenos e médios comerciantes dependem de plataformas de delivery para ampliar suas vendas. A possibilidade de romper contratos de exclusividade pode abrir novas oportunidades para restaurantes locais, que poderiam negociar condições mais vantajosas. Ainda não há informações sobre quando a Keeta expandirá suas operações para o interior, mas a estratégia de investir em multas contratuais sinaliza uma disputa acirrada pelo mercado de delivery no Brasil.
Perguntas Frequentes
Por que a Keeta está pagando multas de restaurantes com contratos de exclusividade com o iFood?
A Keeta investe milhões de reais para pagar as multas de restaurantes que têm contratos restritivos com o iFood, pois cerca de 80% dos pedidos de delivery no Brasil estão nas mãos do iFood, e a líder de mercado firmou exclusividade com diversas redes de alimentação.
Quantas pessoas a Keeta tem na equipe para identificar lojas com contratos restritivos?
A Keeta tem quase mil pessoas que fazem o trabalho de censo da base de CNAEs de restaurantes para identificar lojas com contratos restritivos, segundo Danilo Mansano, vice-presidente de parcerias estratégicas da empresa.
Por que a Keeta adiou o lançamento no Rio de Janeiro?
A Keeta postergou a estreia no Rio de Janeiro porque, quando estava perto de lançar, percebeu que a taxa de exclusividade e banimento era ainda maior do que em São Paulo, apesar de já ter mais de 17 mil estabelecimentos cadastrados, 27 mil entregadores prontos e um orçamento de mais de R$ 400 milhões dedicado à cidade.




























