Falta de trabalho qualificado no Brasil afeta competitividade

Crédito: CNN Brasil
Queda no ranking acende alerta
O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade, ocupando agora o 65º lugar entre 70 países, segundo levantamento recente. O resultado acende um alerta sobre a capacidade do país de atrair investimentos, gerar negócios e empregos. Para o professor Carlos Honorato, da FIA Business School, a falta de trabalho qualificado é um dos principais fatores que explicam esse desempenho.
Honorato avaliou que os gargalos que comprometem a competitividade brasileira estão presentes em múltiplas frentes. “Os gargalos estão em todas as partes. É difícil a gente não identificar um gargalo”, afirmou. A situação preocupa especialmente empresários e comerciantes da região noroeste paulista, que dependem de um ambiente produtivo eficiente para crescer.
Formação básica é o ponto central
Segundo Honorato, um dos problemas centrais está na formação das pessoas, que vai além da qualificação profissional. O especialista destacou a necessidade de uma base sólida em áreas como matemática, português e linguagem, desde o ensino básico até a formação técnica. “A gente tem uma dificuldade básica na questão da produtividade, que é a formação completa no sentido das pessoas terem um bom conhecimento de matemática, de português, de linguagem, desde a formação básica até a formação profissional”, explicou.
No contexto atual de transformação tecnológica e inteligência artificial, a capacidade de articular conhecimento para utilizar novas tecnologias é fundamental para a produtividade. Sem essa base, o trabalhador encontra dificuldades para se adaptar às demandas do mercado, o que impacta diretamente a competitividade das empresas.
Outros países avançam mais rápido
Para o professor, a principal razão para a queda no ranking não é necessariamente uma piora absoluta do Brasil, mas o avanço de outros países. “Os outros estão nos ultrapassando e nós estamos ficando para trás”, avaliou. Ele citou a alta informalidade no mercado de trabalho brasileiro como um fator que dificulta a incorporação de mão de obra qualificada e a melhoria da capacidade produtiva, mesmo em setores com indústria de ponta.
Obstáculos como logística e carga tributária também foram mencionados como barreiras que limitam o desempenho produtivo do país. Honorato observou que países como Suíça e Taiwan apostam fortemente em processos sólidos e na formação de pessoas com alta qualificação. “Eles têm uma visão estratégica de futuro, onde eles querem chegar, e aqui a gente fica só tentando remendar, corrigir o dia a dia”, comparou.
Pressão política como saída de curto prazo
Questionado sobre o que pode ser feito no curto prazo, Honorato defendeu pressionar os representantes políticos a priorizarem a formação das pessoas. “Nós estamos num ano de eleição, então nós temos que pressionar quem vai para o Congresso, quem vai para o executivo em todas as instâncias, para que tenha um olhar muito mais claro sobre a formação das pessoas”, afirmou. A medida, segundo ele, é essencial para reverter o quadro de perda de competitividade e garantir um futuro mais promissor para a economia brasileira.
Perguntas Frequentes
Por que o Brasil caiu no ranking de competitividade e qual a posição atual?
O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade, ocupando agora o 65º lugar entre 70 países, segundo o professor Carlos Honorato, da FIA Business School.
Quais são os principais gargalos que afetam a competitividade brasileira segundo o especialista?
Os gargalos incluem a formação deficiente das pessoas, com falta de base sólida em matemática, português e linguagem, além de alta informalidade no mercado de trabalho, logística precária e carga tributária elevada.
O que pode ser feito no curto prazo para melhorar a competitividade do Brasil?
O professor Carlos Honorato defende pressionar os representantes políticos, especialmente em ano de eleição, para que priorizem a formação das pessoas, desde o ensino básico até a formação profissional.




























