BC eleva para 79% chance de inflação estourar teto em 2026

Crédito: InfoMoney
O Banco Central (BC) aumentou drasticamente a estimativa de a inflação ultrapassar o teto da meta em 2026. A probabilidade saltou de 30% para 79%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira. O documento também zerou a chance de o IPCA ficar abaixo do piso no mesmo ano.
Revisão das projeções para 2026
O RPM revisou o dado anterior de 30% e apontou que a chance de o IPCA superar o teto de 4,50% em 2026 é de 79%. Ao mesmo tempo, a probabilidade de a inflação ficar abaixo do piso foi zerada. O alvo foi descumprido pela primeira vez em julho do ano passado, quando o IBGE informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses – acima do teto da meta pelo sexto mês consecutivo.
Na ocasião, o BC publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informando que esperava que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026. A nova projeção sugere que esse cenário se tornou menos provável.
Riscos para 2027 e 2028
Para 2027, a chance de a inflação superar o teto da meta foi revista de 19% para 28%. Já a probabilidade de ficar abaixo do piso passou de 10% para 6%. Em 2028, o risco de estouro do teto diminuiu ligeiramente, de 17% para 16%, enquanto a chance de ficar abaixo do piso aumentou de 11% para 12%.
As projeções indicam que o BC vê maior pressão inflacionária nos próximos anos, especialmente em 2026 e 2027. A fonte não detalhou os fatores por trás das revisões, mas o cenário reflete desafios no cumprimento das metas.
Meta contínua e regras de apuração
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta continua em 3%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
Essa nova regra torna o acompanhamento mais dinâmico, mas também expõe o BC a riscos de descumprimento prolongado. O IPCA-15 de junho subiu 0,41%, um pouco abaixo do esperado pelo mercado, mas ainda pressionado.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a alta probabilidade de inflação acima do teto em 2026 sinaliza custos mais elevados e possível aperto monetário. Acompanhar as decisões do BC será crucial para o planejamento financeiro dos negócios locais.
Perguntas Frequentes
Qual é a chance de a inflação estourar o teto da meta em 2026, segundo o BC?
Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira, o Banco Central estima que a probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta de 4,50% em 2026 é de 79%, uma revisão significativa em relação aos 30% anteriores.
O que mudou na probabilidade de inflação abaixo do piso para 2026?
O Banco Central zerou a chance de o IPCA ficar abaixo do piso da meta em 2026, conforme o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira.
Como funciona a meta de inflação contínua a partir de 2025?
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.




























