IPCA-15 sobe 0,41% em junho e desacelera ante maio

Crédito: CNN Brasil
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,41% em junho, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a maio, quando o índice subiu 0,62%. A variação foi puxada pelos grupos Alimentação e Bebidas e Habitação, que juntos responderam por cerca de 66% do resultado do mês.
Desaceleração ante maio e acumulado
A taxa de 0,41% ficou 0,21 ponto percentual abaixo da registrada em maio (0,62%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,45% e, em 12 meses, 4,8%, acima dos 4,64% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2025, o índice havia sido de 0,26%. Os resultados ficaram ligeiramente abaixo das expectativas do mercado: pesquisa da Reuters projetava altas de 0,44% na base mensal e de 4,82% em 12 meses.
Alimentação e energia lideram pressões
O grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,74% em junho, enquanto Habitação avançou 0,72%. O maior impacto individual veio da energia elétrica residencial, que subiu 2,04%. Em junho, as contas de luz seguiram com bandeira amarela, a mesma de maio, representando custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Apesar disso, o avanço dos preços do grupo Habitação desacelerou a 0,72% em junho, ante 1,03% em maio.
BC corta Selic e sinaliza cautela
Na semana passada, o Banco Central cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto. Na ata da reunião, o BC indicou que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes para levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028, prazo mais longo que o usual. Para Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, o dado de junho é compatível com um cenário de desinflação gradual. Ele acrescentou que, se a melhora observada nos núcleos de inflação se confirmar, cresce a possibilidade de cortes adicionais na Selic, mas a trajetória continuará dependente da evolução das expectativas de inflação e do cenário internacional.
Riscos no horizonte
O conflito no Oriente Médio vem elevando os preços de combustíveis, embora Estados Unidos e Irã tenham chegado a um acordo preliminar. Questões climáticas, como o El Niño, ainda estão no radar para a inflação. Esses fatores podem pressionar os preços nos próximos meses, influenciando as decisões do Banco Central e o custo de vida das famílias.
Perguntas Frequentes
Qual foi a taxa do IPCA-15 em junho e como ela se compara a maio?
O IPCA-15 de junho foi de 0,41%, uma desaceleração de 0,21 ponto percentual em relação a maio (0,62%).
Quais grupos mais contribuíram para a alta do IPCA-15 em junho?
Os grupos Alimentação e Bebidas (0,74%) e Habitação (0,72%) foram os principais responsáveis, respondendo por cerca de 66% do resultado do mês.
Como o resultado do IPCA-15 de junho se compara às expectativas do mercado?
O resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas da pesquisa Reuters, que previa alta de 0,44% na base mensal e de 4,82% em 12 meses.




























