Dólar sobe a R$ 5,09 com tarifas dos EUA e guerra no Irã; Ibovespa cai

Crédito: G1
O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (16), cotado a R$ 5,0983. A valorização foi impulsionada pela confirmação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos e pelo agravamento do conflito no Irã. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,28%, aos 173.753 pontos.
Tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
Os Estados Unidos confirmaram na noite de quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, baseada em investigação comercial do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sob a Seção 30, entra em vigor em 22 de julho.
A lista de itens atingidos é extensa, mas há isenções. O governo Trump justifica a decisão alegando que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os temas citados estão:
- Sistema de pagamentos PIX
- Acesso ao comércio de etanol
- Desmatamento ilegal
- Pirataria
Segundo o USTR, as negociações com o Brasil ao longo do último ano não foram suficientes para eliminar essas práticas. Itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança, amenizando o impacto para alguns setores. Ainda assim, a medida gera incertezas para exportadores brasileiros.
Guerra no Irã e impacto nos mercados
Os EUA lançaram novos ataques contra o Irã, intensificando a disputa pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o governo iraniano quer “chegar a um acordo desesperadamente”. Já o Irã acusou os EUA de realizarem um “ataque bárbaro”, após um hospital oncológico no sudoeste do país ser forçado a evacuar pacientes devido a ataques nas proximidades.
A escalada do conflito elevou a aversão ao risco global, pressionando moedas de países emergentes como o real. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,1134.
Mercados asiáticos e europeus
O clima de incerteza também afetou os mercados asiáticos. O Nikkei, do Japão, teve perdas de 2,79%, e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 6,37%. Por outro lado, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,33%, mostrando desempenho misto na região.
O cenário internacional, combinado com as tarifas dos EUA, deve continuar influenciando o câmbio e a bolsa brasileira nos próximos dias. Empresários e comerciantes da região noroeste paulista devem acompanhar de perto as oscilações, que podem impactar custos de importação e a competitividade das exportações locais.
Perguntas Frequentes
Qual foi a cotação do dólar e a variação do Ibovespa com as tarifas dos EUA e guerra no Irã?
O dólar subiu 0,40%, cotado a R$ 5,0983, e o Ibovespa recuou 1,28%, aos 173.753 pontos.
Qual é a nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros e quando entra em vigor?
Os EUA confirmaram tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com entrada em vigor em 22 de julho. Itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose estão isentos.
Como os mercados asiáticos reagiram às tarifas dos EUA e ao conflito com o Irã?
O Hang Seng (Hong Kong) subiu 1,33%, enquanto o Nikkei (Japão) caiu 2,79% e o Kospi (Coreia do Sul) desvalorizou 6,37%.




























